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BLOG DA SABEDORIA DEFUNTA

Quando o fim vier, Senhor, que eu tenha, ao menos, escovado os dentes! 

Quarta-feira, Maio 31, 2006

02:59 -

Não sei se o homem descende do macaco, mas bem o merece.
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02:07 - Santoral

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Hoje é dia de Santa Petronilha.
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«Se a mística não rejeita qualquer alimento, desde o material ao espiritual, a santa que se entrega ao trabalho da carne, que efectua a sua constante mortificação, que se desdobra em alma e corpo para que a alma possa impor o seu domínio de forma absoluta, reduzindo o corpo ao nada que elas pensam que é, é aquela que acaba, quase sempre, na via do martírio: e isso desemboca nas santas decepadas, esquartejadas, emparedadas vivas, que é o fim desejado por todas essas que são capazes de transformar a dor em júbilo. (...) Foi assim com Santa Petronilha, filha de S. Pedro, o próprio apóstolo, que embora paralítica e doente foi desejada por um cavaleiro que só não conseguiu o objectivo da sua virgindade porque, tendo ela jejuado por três dias, acabou por morrer, assim deixando ao divino Esposo a perfeita flor da sua castidade.»
:
Nuno Júdice in "
Por Todos os Séculos"

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01:18 - Tabagismo

Hoje é o Dia Mundial sem Tabaco.
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Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebés de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma. A gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro das hipóteses de ter um bebé de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida que não fuma. Tais problemas devem-se, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.

Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pelo fumo do cigarro, absorve as suas substâncias tóxicas que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

Serviço Público


Eu,
autor deste blog,
fumador compulsivo durante cerca de 40 anos,
parei de fumar.
Recorri à apucuntura e à homeopatia.
Já se passaram 4 anos.
Ainda não tive nenhuma recaída.
Nem vou ter.
Dão-se informações.

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00:41 - A TORTURA NÃO É ARTE NEM CULTURA

Um vídeo que se recomenda aos amantes da "festa". [Vídeo: Link]
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Um post de O Jumento

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Terça-feira, Maio 30, 2006

13:14 - Galinha sem vergonha!!!!

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02:40 - Génios da pintura


A União da Terra e da Água
c.1618
Óleo sobre tela
222.5 x 180.5 cm
Museu Hermitage, S.Petersburgo, Russia


Obra prima de Peter Paul Rubens, pintor barroco holandês.
(28 de Junho de 1577 - 30 de Maio de 1640)

Obras de Rubens

Alzira, aqui tem o colírio que pediu.

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02:21 - La Gazette


Em França, no reinado de Luís XIII, sai em 30 de Maio de 1631 o número um de La Gazette, o primeiro jornal francês.
:

O médico do rei, Théophraste Renaudot, de 45 anos, obtem do ministro Richelieu o monopólio da imprensa. Lança uma folha de informação hebdomanária "La Gazette", cujo nome vem de "gazetta", uma moeda que equivalia em Veneza ao preço de um jornal. La Gazette será o orgão oficial do poder. Luís XIII nele escreverá frequentemente. Um prémio literário, o Prémio Renaudot, instituido em 1925, perpetua a memória do fundador da imprensa francesa.

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01:49 - O Matafrades e a Bíblia de Gutemberg

:
Em 28 de Maio de 1834, o ministro da Justiça de D. Maria II, Joaquim António de Aguiar, decretou a extinção das ordens religiosas masculinas e nacionalização dos seus bens. O decreto só será promulgado a 30 de Maio. Este decreto custou ao ministro o ter ficado conhecido pelo "Mata-Frades".
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Com a extinção das Ordens Religiosas , afluiu à Biblioteca Nacional, criada em 1796 com o nome de Real Biblioteca Pública da Corte, grande parte do espólio das livrarias conventuais. Esse afluxo e a mudança das instalações do Terreiro do Paço para o edifício do Convento de S. Francisco marcaram a história da Instituição, que demorou longas décadas a assimilar tal crescimento imprevisível. Tais factos ficaram claramente descritos pelo Bibliotecário-Mor J. Feliciano de Castilho no volumoso Relatório (1844) sobre a situação e perspectivas da Biblioteca Nacional. Na mesma altura, são publicados os primeiros catálogos das colecções mais notáveis: Incunábulos, Bodoni, Elzevier, etc. Foi assim que foram parar à Biblioteca alguns dos tesouros mais notáveis que o seu acervo hoje exibe: a Bíblia de Cervera, precioso iluminado hebraico do séc. XIII, ou a jóia dos alvores da invenção de Gutenberg, a Bíblia de 42 linhas (1454-55).


Página dupla da 'Bíblia de 42 linhas'
:

Da Bíblia de 42 linhas de Gutenberg - a primeira obra impressa em série, há cerca de 500 anos -, existem apenas apenas 48 exemplares espalhados pelo mundo. Gutenberg levou vários meses (até um ano e meio, acredita-se) para concluir sua impressão da obra de 1300 páginas. A Bíblia foi impressa em Mainz, na actual Alemanha, por volta do ano 1450. Os exemplares eram vendidos sem encadernação ou ilustrações, o que era feito posteriormente, de acordo com os gostos de seus donos. Assim, cada cópia apresenta características únicas, como anotações, marcas de parágrafos e iluminuras. A figura pertence à Bíblia do espólio da Universidade do Texas. Conserva nas margens as marcas deixadas ao longo dos tempos por monges e escribas, algumas delas com indicação de trechos que deveriam ser lidos em voz alta.

Aqui pode ser vista a versão digitalizada desta Bíblia.



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01:38 - Five o'clock tea

Catarina de Bragança, filha de D. João IV, irmã de D. Afonso VI, casou com Carlos II, rei de Inglaterra e da Escócia, em 30 de Maio de 1662.
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Ao contrário do que os ingleses afirmam, o chá foi importado pela primeira vez para a Europa pelos Portugueses. A Rainha de Inglaterra, Princesa de Portugal, D. Catarina de Bragança, levou para esse país o hábito de beber chá.
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Afonso Lopes Vieira, faz eco do facto em dois versos dirigidos aos ingleses:

E para te ensinar a ser correcto já
Coloquei-te na mão a xícara de chá.
:
Além de responsável pela introdução do chá nos costumes do povo britânico, Catarina também apresentou o garfo à corte inglesa.

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01:23 - Joana d'Arc

Joana d'Arc é queimada viva em 30 de Maio de 1431, com apenas 19 anos.
Joana d'Arc é padroeira de França.
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A sentença que condena Joana d'Arc à morte foi lavrada com o seguinte texto:
:
«Que a mulher comumente chamada de Jeanne la Pucelle... será denunciada e declarada feiticeira, adivinha, pseudoprofeta, invocadora de maus espíritos, conspiradora, supersticiosa, implicada na prática de magia e afeita a ela, teimosa quanto à fé católica, cismática quanto ao artigo Unam Sanctam, etc, e, em diversos outros artigos de nossa fé, céptica e extraviada, sacrílega, idólatra, apóstata, execrável e maligna, blasfema em relação a Deus e Seus Santos, escandalosa, sediciosa, perturbadora da paz, incitadora da guerra, cruelmente ávida de sangue humano, incitando o derramamento do sangue dos homens, tendo completa e vergonhosamente abandonado as decências próprias de seu sexo, e tendo imodestamente adoptado o traje e o estatuto de um soldado; por isso e por outras coisas abomináveis a Deus e aos homens, traidora das leis divinas e naturais e da disciplina da Igreja, sedutora de príncipes e do povo, tendo, em desprezo e desdém a Deus, consentido em ser venerada e adorada, dando as mãos e a roupa para serem beijadas, hereje ou, ou de qualquer modo, veementemente suspeita de heresia, por isso ela será punida e corrigida de acordo com as leis divinas e canônicas...»
:
MUSEE JEANNE D'ARCROUEN - FRANCE



O compositor suiço Arthur Honegger compôs em 1935 um oratório dramático sobre o julgamento e morte de Joana d'Arc chamado "Jeanne d'arc au bûcher". A peça musical, para dois narradores, coro e orquestra, com libreto de Paul Claudel, é uma obra-prima da música clássica do século XX. A Deutsch Gramophone editou um CD com uma excepcional interpretação da obra:


A narração é feita pelos actores Marthe Keller e Georges Wilson, acompanhados pelos Coros da Radio France e a Orquestra Nacional de França dirigida por Seiji Ozawa. O CD vem acompanhado de um livro com o libreto em quatro línguas.

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00:58 - Como?

Como teria sido o século XX se os pais destes senhores
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tivessen usado isto?
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Segunda-feira, Maio 29, 2006

22:49 - Violência doméstica

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Violência doméstica matou 33 mulheres em Portugal.
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Pilhado daqui. Obrigado Raim.

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22:33 - Um abraço


Para Teessea e o seu excelente Jornal de Saúde Ambiental, um abraço de agradecimento.

O Jornal de Saúde Ambiental é um jornal interactivo de informação. E de discussão. De temas de saúde ambiental. Que interessam aos Técnicos de Saúde Ambiental. Aos Médicos de Saúde Pública. Aos Engenheiros Sanitaristas. Aos alunos dos Cursos de Saúde Ambiental. A todos. Com um objectivo: contribuir para a protecção e a promoção do ambiente e da saúde. De todos.
:
Texto de apresentação do blog

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01:46 - Pensamento do dia




«Eu cavo
tu cavas
ele cava
nós cavamos
vós cavais
eles cavam»

Não é bonito, mas é "profundo".

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00:53 - A Queda de Cosntantinopla

"Então estremeceu o sol, afundando-se na terra: a Cidade por fim caiu. Passou a nossa hora de lutar. Deixem-nos tratar de pensar na nossa própria sobrevivência... Cristo, nosso Senhor, como é inescrutável a tua sabedoria."
Makarios Melissenos (Livro III, 10-12), 1453
:


Cerco de Constantinopla
:

Em 29 de Maio de 1453, Constantinopla, a capital da cristandade oriental desde o ano 324 A.D., depois de um cerco de dois meses é tomada pelos turcos comandados pelo sultão turco-otomano Maomé II; é o fim do Império Bizantino. A cidade tornou-se a capital do Império Otomano e o seu nome foi mudado. Passou a chamar-se Istambul.
:

A queda de Constantinopla marca, para a maioria dos historiadores, o fim da Idade Média.

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Domingo, Maio 28, 2006

02:16 - Um poema de amor para domingo

Cantiga

Se os meus olhos te incomodam
Quando estou na tua frente
Desde já posso arrancá-los
Para te amar cegamente.

Seja o que for, não me importa,
Mas sei que não é por mim
Que os teus nervos adoecem
E andam sem governo, e assim...
Outra vida, não a minha,
Outro abraço e outro beijo
Te perturba e te desvaira
- Não mintas!, porque eu bem vejo!
Mas, continua, vai indo
Sim, vai até te cansares!,
Para ver o que tu contas
Se algum dia me voltares!

Não te incomodes comigo.
Nas lágrimas também há
Satisfação e conforto;
Nem tudo o que alguém nos mata
Fica perdido ou é morto.
O coração ressuscita
Muita coisa que julgámos
Esquecida para sempre
Nas sombras da realidade;
O coração tem uma vida
Que pode tudo no mundo,
Chama-se apenas: Saudade!

Com ela é que eu vou vencendo
Este grande desalento
Que apaga os gritos da carne
Em falas do pensamento!
Agarro-me às sensações
Que foram o dia de ontem
- Felicidade sem névoa
Dos nossos dias felizes!
E fico a chorar de raiva
Por não ver bem a mentira
Que há nos silêncios marcados
De tudo quanto me dizes!

Acabou-se. E tu desculpa.
Falei, agora, e não digo
Nunca mais uma palavra
Acerca do nosso amor.
Fica por lá se quiseres
Até mudares ou seres
Numa nova reacção,
Límpida, pura, fremente,
Outra tortura presente
Na minha humilde paixão!
Outro céu, outro destino,
Ou outra condenação!


António Botto



:

:::::António Botto (1897-1959) nasceu em Alvega, concelho de Abrantes, indo muito novo para Lisboa na companhia dos pais. Trabalhou numa livraria, indo depois para África como funcionário público. Em 1947 partiu para o Brasil, morrendo atropelado no Rio de Janeiro em 1959. A sua obra poética, admirada por Fernando Pessoa e pelo grupo da Presença, é vasta. No entanto, a sua obra mais conhecida é Canções, publicada em 1921 e desde logo causa de escândalo nos meios intelectuais portugueses por ser uma obra explicitamente homossexual. A biografia de Botto está adornada pelo escândalo e controvérsia e o elogio de contemporâneos como António Machado, Miguel de Unamuno, Camilo Pessanha, Virginia Wolf, Teixeira de Pascoais, Luigi Pirandello, Stephan Zweig e Rudyard Kipling, que o consideram um dos poetas mais brilhantes do seu tempo. James Joyce chamou-lhe " o poeta do amor e da paixão". Porém, e apesar da sua genialidade, este poeta, dramaturgo e contista do século XX, tem sido , injustamente, pouco recordado na literatura de expressão portuguesa e universal. Federico Garcia Lorca disse dele: "António Botto é o Deus da poesia moderna"

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01:49 - Homem de borracha


Wu Xizi mede 1,71 metros de altura.
Nas fotos pode ver-se como conseguiu introduzir-se numa caixa de 60 cm
durante um espectáculo de contorcionismo em Nanking, China.

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01:29 -


Gomes da Costa e as suas tropas desfilam vitoriosos em Lisboa (6 de Junho de 1926).

28 de Maio de 1926

Golpe de Estado reaccionário de Gomes da Costa.
Início da Ditadura Corporativa que durou em Portugal até 25 de Abril de 1974.

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00:50 - Estátuas de Lisboa


Chiado, 1925
António Augusto da Costa Motta(tio)
Largo do Chiado, Lisboa
Foto JG
:

António Ribeiro, conhecido por Poeta Chiado, nasceu em Évora em data desconhecida, cidade onde professou pela Ordem dos Franciscanos, e faleceu em Lisboa em 1591, para onde veio após ter abandonado a vida religiosa. Contemporâneo de Camões que o menciona como poeta engenhoso num dos versos do Auto de El Rei Seleuco, desenvolveu sobretudo poesia jocosa e a sátira, através da descrição de quadros flagrantes da vida social do período em que viveu, tendo afinidades literárias com Gil Vicente.

A estátua de bronze, da autoria de Costa Motta (tio), com plinto quadrangular em pedra de lioz de José Alexandre Soares, foi colocada por iniciativa da vereação municipal, que desta forma quis prestar homenagem a António Ribeiro, conhecido com o nome de uma das mais conhecidas zonas de Lisboa, o Chiado, por aí morar. Alguns grandes nomes da cultura literária do princípio do século XX, como Aquilino Ribeiro, Teixeira de Pascoaes e Raul Brandão manisfestaram-se contra, argumentando que outras figuras seriam mais merecedoras de uma homenagem por parte do município lisboeta. Consideravam que a fama de poeta popular, arruaceiro, boémio, praguento e chocarreiro mas no entanto, talentoso, que António Ribeiro granjeava, não eram razões suficientemente válidas para justificar a colocação de um monumento em sua homenagem, numa praça de tradição cultural, junto de teatros e de duas outras estátuas de Lisboa de figuras das letras nacionais: Camões e Eça de Queirós.

O poeta retratado envergando o hábito de monge que se julga nunca ter abandonado, aparece numa postura de animada conversa, parecendo interpelar quem passa.

Texto de Laura Trindade in "Eatatuária e Escultura de Lisboa", 2005
:


Praça do Chiado - Lisboa

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Sábado, Maio 27, 2006

02:22 - Dinheiro nosso

As idealizações das orações sacras, feitas de palavras vazias, servem, contudo, para aplacar a grita dos descontentes e manter a horda de olho apenas num futuro mítico. De menino sempre achei muito curiosa a insistência com que sempre se pede, ao Todo-Poderoso, o pão nosso de cada dia. Em algum momento da história sagrada se diz que o Todo-Poderoso era padeiro? Quanto a mim, quero em dinheiro.
:
Millôr Fernandes em conversa com Sebastião Nery, 1971
in " Livro Vermelho dos Pensamentos de Millôr", Ed. Futura, RJ, 1793

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01:51 - Mitos



Bob Dylan, de nome completo Robert Allen Zimmerman, fez 65 anos no passado dia 24 deste mês.
Nasceu no seio de uma família judia da classe média americana.

:
É um mito, um cantor, um compositor e um poeta que definiu uma nova era na música popular,
no comportamento e na mentalidade das pessoas da segunda metade do século passado.

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Alguns dos nomes mais representativos da música do século XX disseram dele:
:
“Bob Dylan é o mais próximo de um santo que eu conheço dentre todo o povo branco da América.”
Nina Simone
:
“Pode imaginar o que seria do mundo se não tivéssemos o Bob Dylan? Seria horrível.”
George Harrison
:
“Você não precisa ouvir o que o Bob Dylan diz, apenas como ele diz.”
John Lennon
:
“Eu disse para o Bob Dylan: ‘suas músicas vão durar para sempre.’
Ele me disse então: ‘as suas também, mas o único problema é que não vai existir ninguém capaz de tocá-las.”

Bono Vox, U2
:
Em 1964, jovens de todo o mundo adoptaram uma canção de Bob Dylan como um hino de libertação e de mudança.
Ainda hoje, The Times They Are A-Changin' tem o mesmo impacto de então:


:
Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone.
If your time to youIs worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a-changin'.
:
Come writers and critics
Who prophesize with your pen
And keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'.
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin'.
:
Come senators, congressmen
Please heed the call
Don't stand in the doorway
Don't block up the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
There's a battle outside
And it is ragin'.
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin'.
:
Come mothers and fathers
Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is
Rapidly agin'.
Please get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin'.
:
The line it is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'.
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'.
:
:
Aqui está uma fotobiografia de Bob Dylan

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01:49 - A imagem da liberdade

"O meu corpo é o templo da minha arte. Eu exponho-o como altar para a adoração da beleza."



Isadora Duncan nasce em 27 de maio de 1877, em São Francisco da Califórnia.
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Aclamada como o espírito vivo da dança e discriminada por uma postura transgressora, feminista e revolucionária, inspiradora de poetas e artistas, é até hoje um ícone da sua época. Os últimos anos de Isadora Duncan foram vividos em Nice, na Riviera Francesa. Em 27 de Maio de 1927 morreu estrangulada pela écharpe que se prendeu às rodas de carro descapotável em que viajava. Desde a morte dos seus filhos Deidre e Patrick, afogados dentro de um automóvel no rio Sena, recusava-se a entrar em carros fechados.

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01:04 - Mais não pude

Aquilino Ribeiro morreu no dia 27 de Maio de 1963. Em várias cidades do país decorriam várias homenagens ao escritor por ocasião dos cinquenta anos de vida literária. Nessa mesma hora, a Censura comunicava aos jornais não ser mais permitido falar das homenagens que lhe estavam a ser prestadas.

Serafina Martins, in Figuras da Cultura Portuguesa, escreveu sobre Aquilino Ribeiro:

«...foi e será sempre um dos nomes maiores das nossas letras, que trouxe à língua uma plasticidade impressionante combinando o rústico com o erudito, que foi um observador atento das 'grandezas e misérias' do género humano, que criou uma galeria de personagens passando pelo campesino beirão, pelo pequeno-burguês de província, pelo cosmopolita, pelo idealista, pelo obcecado, pelo asceta e pelo sibarita, pela mulher tentadora e pela virgem solícita e generosamente disponível...alguém que, enfim, por via da reflexão, saber, trabalho, estudo, deixou para os séculos uma visão exaltante da existência, mas temperada pela melancolia de quem não esquece a inevitável efemeridade de todas as coisas. "Mais não pude", pretendeu Aquilino que fosse o seu epitáfio.»


O conto A Pele do Bombo de Aquilino Ribeiro pode ler-se aqui

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Sexta-feira, Maio 26, 2006

22:34 - Perfeição


O ginasta croata Pilip Ude realiza o seu exercício de solo durante o Campeonato do Mundo de Ginástica Artística
que se disputa em Moscovo.

Ude conseguiu a primeira posição.

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02:36 - Windows RG

O Windows XP e o Firefox que façam as malas e desapareçam!
Há sempre alguém a querer ser melhor que o Bill Gates e os outros craques.
O novíssimo RG é muito melhor...
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(liguem o som)

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00:46 - Santinha de Nápoles


Hoje celebra-se em Nápoles o dia de Santa Restituta, virgem e mártir do século III D.C.
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Afortunada a mulher baptizada com este santo nome.
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Santa Restituta, virgem e mártir, no tempo do Imperador Valeriano foi atormentada de diversos modos em África, por ordem do juiz Procolo; depois colocaram-na numa barcaça cheia de estopa e de pez, para queimá-la no mar; porém as chamas voltaram-se contra os que atiçaram o fogo, e a Santa em transe místico entregou a alma ao Senhor.

O seu corpo, na mesma barcaça, por divino poder, foi aportar a Enaria, ilha perto de Nápoles, onde foi recibida pelos Cristãos com grande veneração, e em sua honra Constantino Magno mandou que se edificasse um templo em Nápoles.

Eça de Queirós, no romance A Relíquia, deu a conhecer à Titi essa santa:

«... a ela, indirectamente, que eu dedicava aquele preito da luz e o louvor dos aromas. Nas paredes dependurei as imagens dos santos mais excelsos, como galeria de antepassados espirituais, de quem tirava o constante exemplo nas difíceis virtudes; mas não houve de resto no céu, santo, por mais obscuro, a quem eu não ofertasse um cheiroso ramalhete de Padre-Nossos em flor. Fui eu que fiz conhecer à Titi, São Telésforo, Santa Secundina, o beato António Estroncônio, Santa Restituta, Santa Umbelina, ...»
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Na longa caminhada para a santidade, neste dia acompanham Santa Restituta os Santos Agostinho de Cantuária, Melângela, Ranulfo, Eutrópio, Bruno e Frederico,

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Quinta-feira, Maio 25, 2006

17:40 - Resistir é vencer


José Mário Branco faz hoje 64 anos.
:

Músico, cantor e poeta, nasceu no Porto no dia 25 de Maio de 1942.Estudou História na Faculdade de Letras de Coimbra. Aos 21 anos seguiu para o exílio na França. Em Paris, deu início a uma importante atividade cultural e associativa, destacando-se por sua ação junto aos emigrantes portugueses. Seu primeiro trabalho foi lançado em 1967, um disco intitulado Seis Cantigas de Amigo. Em Paris também deu início a uma longa e privilegiada colaboração com José Afonso: os discos de ambos e toda a cultura portuguesa com isso se beneficiaram. Fez também parcerias com outro grande nome que então despontava, Sérgio Godinho. Em 1971, ano chave para a música popular portuguesa, além de terminar os arranjos e a direção musical de Cantigas do Maio, José Mário Branco lançou um dos seus trabalhos mais importantes: Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades. Com o 25 de abril, voltou a Portugal e participou de concertos e criações, em que a expressão política e a artística andaram sempre de mãos dadas. Fundou o GAC (Grupo de Ação Cultural) e percorreu o país fazendo espetáculos e participando de movimentos culturais. Fez música para teatro e para filmes, colaborou com diversos cantores e compositores, tendo nos anos 80 sido incansável na defesa da autoria musical portuguesa. Grande músico, ainda hoje se define também como cantor de protesto. Outros discos que merecem realce: Margem de Certa Maneira (1972), A Mãe (1978), Ser Solidário (1982), José Mário Branco ao Vivo em 1997 (1997).
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O último disco de José Mario Branco pode ser ouvido integralmente aqui
:
:

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03:06 -

O homem é precedido pela floresta e seguido pelo deserto.
:
Grafiti Paris 1968

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02:33 - Bom conselho


Quando estiveres metido em sarilhos,
não digas nada e tenta passar despercebido.
:
Um conselho da minha Flor de Canela

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02:03 - Mito do atletismo

O atleta americano Jesse Owens, no decurso de apenas 45 minutos,
bate 3 recordes mundiais e igualou outro, durante uma competição de atletismo.
Foi no dia 25 de Maio de 1935.
:

:

Um ano depois, James Cleveland "Jesse" Owens chegou confiante na Olimpíada de Berlim-1936. "Sem querer ser presunçoso, acho que vou ganhar 3 medalhas de ouro na Olimpíada", afirmou o americano de Alabama. Conquistou 4 medalhas de ouro nos 100m, 200m, salto em comprimento e estafeta 4x100m. Bateu, também. o recorde olímpico em todos estes eventos, excepto nos 100m.

Apesar do feito extraordinário, Jesse não teve vida fácil ao voltar aos Estados Unidos. Para conseguir dinheiro aceitou desafios como correr contra cavalos, cães e motocicletas. "Não pude fazer publicidade de alcance nacional porque não seria aceite no Sul. Hitler não me cumprimentou, mas também não fui convidado para ir à Casa Branca receber os cumprimentos do presidente do meu país", desabafou Jesse.

Ele só conseguiu estabilidade financeira na década de 50 quando abriu uma firma de relações públicas e dava conferências pelos EUA. Jesse também patrocinou e participou de vários programas desportivos para jovens.

Em 1976, Jesse Owens recebeu do presidente Gerald R. Ford a maior condecoração que um civil pode receber nos Estados Unidos: a Medalha da Liberdade. No dia 31 de Março de 1980 Jesse Ownens morreu aos 66 anos de cancro.

Jesse Owens Website

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01:37 - O sonho



Ono no Komachi (por Ogura Hyakunin Isshu)

"Adormeci, pensando nele. E vi-o logo em seguida.
Ah! Se tivesse sabido que era um sonho, nunca teria acordado".

Ono no Komachi, poetisa japonesa (825 - 900)

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00:47 - Dia da Espiga

«Eram colhidas por alturas do sostício do Verão, altura em que atingiam toda a sua eficácia, sob o efeito conjugado dos sois astros, o sol e a lua, a quem eram consagradas. Esta crença pagã foi cristianizada e agora as plantas são consagradas à Virgem e aos santos. Nem precisam de ser benzidas para terem poder de deter os raios e tempestades...»
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Dufour, Dictons Metéorologuiques, Marabout, 1973, sobre as flores que hoje se colhem e vendem, principalmente em Lisboa.


O Dia da Espiga coincide com o dia da Ascensão de CDristo ao Céu, quarenta dias depois da Páscoa e sempre a uma quinta-feira. Sobretudo no Sul do País era tradição as pessoas irem para os campos apanhar a espiga de trigo e outras flores silvestres, fazendo ramos simbólicos da fecundidade da terra e da alegria de viver; algumas espigas, geralmente de trigo, simbolizam a abundância, as papoilas, rosas, margaridas e malmequeres a beleza e o ramo de oliveira a paz. Este ramo, em número de combinações variáveis conforme as localidades, pendura-se dentro de casa e aí se conserva durante um ano, até ser substituído pela “espiga” do ano seguinte.

Crê-se que este costume tenha as suas raízes num antigo ritual cristão que consistia na benção dos primeiros frutos, mas as suas características fazem-no adivinhar origens mais remotas, muito provavelmente em antigas tradições pagãs associadas às festas em honra da deusa Flora que ocorriam por esta altura.

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Quarta-feira, Maio 24, 2006

18:58 -


Uma gracinha da Beta, enviada por e.mail

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02:15 - Esperança

Há um ano o Blog da Sabedoria emocionava-se com este post do Toix:
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Quando alguém disser que não tem esperança no futuro da Humanidade, mostrem-lhe isto.
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do excelente blog Lusofolia

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02:03 - O número do Coisa-Ruim

Telemóvel com o número 6666666 foi vendido por 2,74 milhões de dólares.
O número de telefone "cabalístico" foi disputado por oito compradores no Qatar.
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O lance mais elevado, de 10 milhões de riales (US$ 2,74 milhões, encerrou o leilão organizado pela operadora Q-Tel. A empresa organizou o leilão nesta segunda-feira, cuja entrada custava 3 mil riales. O dinheiro arrecadado com o evento foi doado para o fundo Zakat, de assistência a comunidades carentes. O lance inicial do número de celular foi de 1 milhão de riales. Além de ser uma combinação rara, o número da linha é associado ao 666, considerado o ´número da besta´ segundo o livro do Apocalipse, do Novo Testamento da Bíblia.

Fonte - Estadão Online

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01:28 - Luxos


Em 24 de Maio de 1749 é publicada uma pragmática proibindo o uso de roupa branca bordada e sedas estrangeiras.
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A riqueza aliada à oferta de tecidos de importação, de preços excessivamente elevados, conduzia ao luxo nos diversos estratos sociais. A coroa interveio no sentido de travar a ostentação no vestuário. Em 1686 D. Pedro fez publicar uma pragmática contra isso. Aqui o principal alvo era “todos os bordados que chamam de seda”, que não podiam levar prata ou ouro, e “todas as rendas que se chamam bordados”.

Contudo, em 1749 D, João V condescendia, para protecção das indústrias de rendas e bordados nacionais, nomeadamente os da ilha da Madeira, com algumas peças de vestuário bordadas: “poderá usar-se roupa branca bordada de branco ou de cores, contudo porém que seja bordado nos meus domínios, não de outra manufactura.”.

As leis sumptuárias, ao atacarem as peças de vestuário bordadas, evidenciam que esta era uma tradição comum a todo o reino e que abrangia muitas das peças de vestuário masculino (camisas, calções, etc.) e feminino (saia, colete, manto, capa, etc.).

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Terça-feira, Maio 23, 2006

23:22 - O Século Prodigioso


Publicam-se hoje, no Século Prodigioso, obras do genial pintor brasileiro Cândido Portinari.

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02:29 - A cevada e o calçado

As medidas de sapatos vem do número de sementes de cevada alinhadas
que são necessárias para chegar ao comprimento do sapato.
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Em 1305, para uniformizar as medidas em certos negócios, o rei Eduardo I, da Inglaterra, decretou que fosse considerada como uma polegada a medida de três grãos secos de cevada, colocados lado a lado. Os sapateiros ingleses gostaram da ideia e passaram a fabricar, pela primeira vez na Europa, sapatos em tamanhos padrão, baseados no grão de cevada. Desse modo, um calçado infantil medindo treze grãos de cevada passou a ser conhecido como tamanho 13 e assim por diante.

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02:09 - Bom investimento

Compre um terreno na Lua, Marte ou Vénus com a Moon Estate.
Não hesite. Carregue no logotipo e realize o seu sonho.
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01:30 -


No dia 23 de Maio celebra-se em todo o mundo o Dia da Tartaruga para recordar os esforços necessários para proteger estas espécies. Na foto, uma tartaruga delicia-se ao sol no jardim zoológico Prospect Park de Nova Iorque.

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01:20 - O Museu dos Coches

Criado por iniciativa da Rainha D. Amélia de Orleãns e Bragança, mulher do rei D. Carlos I, o Museu dos Coches Reaes, como então se chamava, foi inaugurado no dia 23 de Maio de 1905.
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O local escolhido para a sua instalação foi o Picadeiro Real de Belém que deixara de ser utilizado e onde, há época, já se encontravam armazenadas algumas das principais viaturas da corte e para onde a rainha fez convergir os antigos carros nobres da Casa Real Portuguesa e respectivos acessórios, património que se encontrava disperso pelos vários depósitos e cocheiras dos palácios reais.

Após a implantação da Republica, em 1910, o Museu passa a designar-se por Museu Nacional dos Coches e o seu espólio foi enriquecido com outros veículos da Coroa, do Patriarcado de Lisboa e de algumas casas nobres.

Hoje o Museu reúne uma colecção que é considerada única no mundo devido à variedade artística das magníficas viaturas de aparato dos séculos XVII, XVIII e XIX, e ao número de exemplares que integra.

De entre os veículos expostos destacam-se coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio, liteiras, cadeirinhas e carrinhos de criança formando um interessante conjunto que permite ao visitante compreender a evolução técnica e artística dos meios de transporte utilizados pelas cortes europeias até ao aparecimento do automóvel.

Completam a colecção, um núcleo de arreios de tiro, arreios de cavalaria, selas, fardamentos de gala, de armaria e acessórios de cortejo setecentistas, de que se destaca um conjunto de trombetas da Charamela Real bem como uma galeria de retratos a óleo dos monarcas da Dinastia de Bragança.

Do Website Oficial do Museu

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01:01 - O começo

A Bula Manifestis Probatum, concedida em 23 de Maio de 1179 pelo papa Alexandre III,
reconhece a independência do Condado Portucalense do reino de Leão e declara Afonso Henriques o seu rei.
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Em português actual, a bula rezava assim:
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"Alexandre, Bispo, Servo dos Servos de Deus, ao Caríssimo filho em Cristo, Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e a seus herdeiros, in perpetuum.
Está claramente demonstrado que, como bom filho e príncipe católico, prestaste inumeráveis serviços a tua mãe, a Santa Igreja, exterminando intrepidamente em porfiados trabalhos e proezas militares os inimigos do nome cristão e propagando diligentemente a fé cristã, assim deixaste aos vindouros nome digno de memória e exemplo merecedor de imitação. Deve a Sé Apostólica amar com sincero afecto e procurar atender eficazmente, em suas justas súplicas, os que a Providência divina escolheu para governo e salvação do povo. Por isso, Nós, atendemos às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo que ilustram a tua pessoa, tomamo-la sob a proteção de São Pedro e nossa, e concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos Sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. E para que mais te fervores em devoção e serviço ao príncipe dos apóstolos S. Pedro e à Santa Igreja de Roma, decidimos fazer a mesma concessão a teus herdeiros e, com a ajuda de Deus, prometemos defender-lha, quanto caiba em nosso apóstolico magistério".

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Segunda-feira, Maio 22, 2006

19:02 - Elis Regina

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo e depois não há nada que os apague
se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão, sonhos vividos de conviver
As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele
Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer, não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer, senão chorar sob o cobertor
As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali
Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera
No insistente perfume de alguma coisa chamada amor.

A querida pimentinha, a linda menina de Porto Alegre, a Elis de todos nós, cantou esta canção como ninguém.
Aqui fica o poema de Sérgio Natureza/Tunai, para sentir saudades dela.
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18:45 - O escudo

Em 22 de Maio de 1911, o escudo torna-se a moeda oficial do regime republicano, em substituição do real.
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O decreto de 22-5-1911 reformou profundamente, sob o ponto de vista técnico, o sistema monetário que vigorava em Portugal, alterando a denominação de todas as moedas, o material, o peso, e as dimensões das moedas de bronze e substituiu, pelo escudo de ouro, o real. Dividido em 100 partes iguais, denominadas centavos, o escudo correspondia, quer no valor, quer no peso de ouro fino, à moeda de 1 000 réis. Como múltiplos, criaram-se moedas de ouro, que nunca se cunharam, de 2, 5 e 10 escudos e, como submúltiplos, moedas do valor legal de 10, 20 e 50 centavos e moedas subsidiárias de bronze-níquel de valor legal de 4, 2, 1 e 0,5 centavos, as quais, com excepção desta última, vieram todas a ser cunhadas.

Depois de 1914, por virtude da crise provocada pela Primeira Guerra Mundial, o escudo-papel (nota) experimentou uma descida vertiginosa de valor, atingindo a sua menor correspondência em ouro, em Julho de 1924. Desde o segundo semestre de 1926 até Abril de 1928, o escudo sofre nova desvalorização, em consequência de dois aumentos de circulação, do agravamento da dívida flutuante interna e externa e do quase esgotamento das reservas de ouro que o Tesouro Nacional possuía em Londres.

Pelo decreto nº 19.869, de 9-6-1931, lançaram-se as bases dum novo sistema monetário, para manter a estabilização do valor desta moeda, continuando a ser o escudo de ouro a unidade monetária, mas com um peso inferior, servindo apenas como moeda-padrão.

O escudo português foi substituído pelo euro no início de 2002. A taxa de conversão entre escudos e euros foi estabelecida em 1998-12-31, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos.
Fonte: Wikipédia






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01:10 - Até amanhã

Depois de inúmeras e demoradas tentativas, consegui postar isto.
O amigo Blogger hoje está preguiçoso.
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Para que durma bem, vou cantar-lhe uma cantiga de embalar:

Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p'ra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar

Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor

Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu'inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer

Zeca Afonso
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De manhã acordo-o e ralho com ele.

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Domingo, Maio 21, 2006

00:55 - Um poema de amor para domingo

Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)

Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.




::::::Hilda Hilst nasceu em Jaú, São Paulo, em 21 de Abril de 1930. Em 1948, entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco), formando-se em 1952. Em 1966, mudou-se para a Casa do Sol, uma chácara próxima a Campinas (SP), onde ainda reside. Ali dedica todo seu tempo à criação literária. Poeta, dramaturga e ficcionista, Hilda Hilst escreve há quase cinqüenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prêmios literários do país. Participa, desde 1982, do Programa do Artista Residente, da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. Seu arquivo pessoal foi comprado pelo Centro de Documentação Alexandre Eulálio, Instituto de Estudos de linguagem, IEL, UNICAMP, em 1995, estando aberto a pesquisadores do mundo inteiro. Alguns de seus textos foram traduzidos para o francês, inglês, italiano e alemão. Em março de 1997, seus textos Com os meus olhos de cão e A obscena senhora D foram publicados pela Ed. Gallimard, tradução de Maryvonne Lapouge, que também traduziu Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Morreu em 4 de Fevereiro de 2004.

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00:49 - Signos do Zodíaco


Gravura do Uranographicarum
Atlas das Estrelas de Johannis Hevelius - Séc. XVII

Gemini - de 21 de Maio a 21 de Junho
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«Seguidamente aquele que for nado em o signo de Gemini haverá muitas chagas; levará vida pública e razoável; será belo e misericordioso; receberá muitas pecúnias; será sábio e negligente em seus negócios; obterá riquezas até aos XXXV anos; sua primeira mulher não viverá, mas há-de achar mulher estrangeira com quem tardiamente casará; será mordido por um cão; será assinalado por ferro e por fogo; passará tormento em as águas e passará o mar e viverá C anos e X meses, conforme natura.

A moça nada em este dito tempo subirá às honras e estará à cabeça dos bens de outrém; será arguida de falsos crimes; haverão de casá-la aos XIV anos se casta a desejarem ver; viverá conforne natura LXX anos e honrará a Deus.

Mui benéficos hão-de ser, quer a homem quer a mulher, os dias de Mercúrio e Sol. Maléficos lhes serão os dias de Lua e de Vénus.»

Almanach des Bergers, 1480

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00:45 - Lei da rolha

Em 21 de Maio de 1934 é promulgada a lei que obriga os funcionários públicos a assinar uma declaração anticomunista e que permite suspender ou demitir das suas funções, por simples decisão do Conselho de Ministros, os que não derem provas de aceitação dos princípios da Constituição vigente. Pela aplicação desta legislação foram demitidos milhares de funcionários públicos.

O mesmo Conselho de Ministros de Salazar já tinha promulgado, em 4 de Abril do mesmo ano, uma lei que proíbia todos os partidos políticos e organizações secretas, nomeadamente a Maçonaria.

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00:16 - Bom começo

Em 21 de Maio de 1911, realizou-se o primeiro encontro internacional de futebol em Portugal, que levou a selecção da Associação de Futebol de Lisboa a defrontar o Stade Bordelais, no antigo campo de jogos fronreiro à Igreja de Benfica.
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A nossa selecção que estreou-se da melhor maneira pois bateu a equipa francesa por 4-1, após boa exibição.
A equipa francesa, vencedora do campeonato francês desse ano, tinha sede em Le Bouscat, nos arrabaldes de Bordéus. O clube Stade Bordelais, fundado em Julho de 1889, é ainda um dos raros clubes franceses a festejar quase 120 anos de existência. Foi mesmo o primeiro clube francês da província inscrito, naquela época, no U.S.F.S.A.(Organismo Federativo do Desporto em França).
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A
Associação de Futebol de Lisboa foi criada no dia 23 de Setembro de 1910, iniciando assim uma nova era do futebol português, até então muito desorganizado. A Associação constituía-se para orientar o futebol estando a seu cargo a organização de campeonatos.

No primeiro ano realizaram-se três campeonatos, referentes a três categorias conquistadas pelo Club Internacional de Futebol, em primeira, e o Sport Lisboa e Benfica em segunda e terceira. Disputou-se também na primeira época da A.F.L. o Campeonato Escolar, tendo sido seu vencedor a Casa Pia que pela vida fora deveria dar uma grande contribuição ao futebol.

Foi ainda nesta primeira época que a Selecção da A.F.L. disputou o seu primeiro jogo com uma equipa estrangeira. Foi o Stade Bordelais a equipa que fez o baptismo da nossa Selecção que se estreou da melhor maneira pois bateu a equipa francesa por 4-1, após boa exibição.

Inicialmente a A.F.L. teve a sua Sede instalada no Palácio Palmela, por cedência que a Associação Naval de Lisboa fez com o consentimento da Liga Naval de Lisboa, tendo esta ainda fornecido a iluminação.




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Sábado, Maio 20, 2006

02:16 - Idiotas


Idiotas estão marcando cesarianas para evitar que seus bebés nasçam em 06.06.06.
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Encontrado em Leituras do Dia

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01:36 -

Cher, a jovem cantora norte-americana, faz hoje 60 anos.
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O seu website oficial está por detrás da imagem.
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01:15 - Casa Pia de Lisboa


No reinado de D. Maria I e sob sua égide, a Casa Pia de Lisboa foi fundada a 20 de Maio de 1780.
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Foi o Intendente da Polícia, Diogo Inácio de Pina Manique que a mandou instalar no Castelo de S. Jorge, na sequência da instabilidade social provocada pelo terramoto de 1755.
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A Casa Pia foi inicialmente destinada a albergar mendigos. Só mais tarde é que se transformou numa instituição para acolhimento de crianças pobres, órfãs e abandonadas. São ali aplicados os mais modernos e exemplares métodos pedagógicos, transformando-se a Casa Pia no primeiro estabelecimento de educação popular do País e na mais significativa instituição de assistência a menores.
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Após a morte de Pina Manique e, em resultado da ocupação do Castelo de S. Jorge pelas tropas de Junot, a Casa Pia foi encerrada, tendo sido prepotentemente expulsos os alunos casapianos.
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Em 1811, a instituição reabriu e ocupou as instalações do Convento de Nª Sra do Desterro, onde permaneceu até 1833, ano em que foi transferida para os claustros do Mosteiro dos Jerónimos e mais tarde para os terrenos anexos, onde foi construído o primeiro colégio em Lisboa. Posteriormente foram abertos outros estabelecimentos na capital. Nos dias de hoje a Casa Pia cresceu para fora de Lisboa com novas instalações em Colares, Areia Branca, Arrife (Santarém), Matela (Viseu), Monte da Caparica e Setúbal.
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Casa Pia de Lisboa - Site Oficial

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00:31 - Estátuas de Lisboa



Neptuno, 1771
Joaquim Machado de Castro
Lardo D. Estefânea, Lisboa
Foto JG
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O tradicional elogio à divindade mitológica que domina todas as águas primordiais, pretexto estético do antigo Chfariz do Loreto ou do Neptuno, está organizado no conjunto da sua representação simbólica. Servi com dignidade régia a população do actual Chiado, com águas colhidas do Aqueduto da Águas Livres. Assim foi desde 1771 até à altura em que terá sido desmantelado, na década de 50 do século XIX. A peço escultórica da autoria de Joaquim Machado de Castro, construída em mármore de Carrara, viaja na cidade, recolhida da sua função (inicialmente na Mãe d'Ágtua às Amoreiras, nos anos 50, passando, em 1881, para o Museu Arquelógico do Carmo, deslocada, em 1886, para o jardim da Estação Elevatória das Águas dos Barbadinhos, onde permaneceu até 1940). Corre o ano de 1949 quando renasce na Praça do Chile e um ano depois no Largo D. Estefânea, onde permanece.
Ora emergindo como fonte, a sua recolocação organiza-se sobre duas taças em loioz, que promovem um suave jogo de águas, acolhendo o mais volúvel dos deuses. A gramática anatómica da peça e a relação de escala com outros elementos, em tudo correspondente ao cânone barroco, evidencia a pujança de um deus mítico que reina também sobre o princípio da fecundidade, este representado mpelos golfinhos.
A concha evocativa do carro real associada ao tridente, com analogia directa ao raio de Zeus, completa o vocabulário imagético desta divindade. A tridimensionalidade da peça desenvolve-se na criação de linhas invisíveis, expressão de uma diagonalidade também sublinhante da sua força activa. Vigorosa e contida desenha-se num movimento de apropriação das águas, outrora outras, resumidas, hoje, no tempo e no diálogo com a cidade. Ainda que melancólica não esmoreceu na qualidade plástica que a urbanidade acolhe, qual evocação subtil do que subsiste mítico na cidade.
Texto de Maria Bispo in "Eatatuária e Escultura de Lisboa", 2005
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Foto JG

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Sexta-feira, Maio 19, 2006

23:50 - O Século Prodigioso


Publicam-se hoje, no Século Prodigioso, obras do pintor norte-americano Richard Diebenkorn.

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02:55 -


Um autocarro carregado de turistas que publicita o filme "O Código Da Vinci" atravessa a Praça de São Pedro do Vaticano, em Roma, indiferente à polémica desatada em torno do filme e do romance de Dan Brown que o inspirou. A guerra ideológca aberta entre a Opus Dei e os defensores das teses baseadas em ambas as obras parece não perturbar o turismo vaticano.

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02:31 - Servir Salazar

A Mocidade Portuguesa, criada em 19 de Maio de 1936, foi um dos instrumentos fundamentais da imposição da doutrina salazarista na juventude portuguesa. A ela deveriam pertencer, obrigatoriamente, os jovens dos sete aos catorze anos. Foi extinta após a Revolução de 25 de Abril de 1974.
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O escritor Luís Pacheco, em entrevista que saíu na Pública no dia 28 de Março de 2004, disse:

Fui para o liceu em 1936, foi o primeiro ano da Mocidade Portuguesa. No Camões, eu tinha professores idosos, gente formada pelo regime republicano. Tal como depois do 25 de Abril houve muita gente que entrou para as universidades, gente que eles foram buscar - o Piteira Santos, o Mário Dionísio, etc. -, também na altura eu tive como professores no Camões tipos de um radicalismo republicano terrível. Havia um tipo que era professor de matemática. Quando chegava o contínuo com uma circular da Mocidade Portuguesa para ler, qualquer coisa desportiva ou assim, ele dizia que era ele que lia, e lia aquilo com um tom importante. Não deixava o contínuo ler, e lia aquilo com uma entoação e com um ar extraordinários. Já professores como o Câmara Reis, que era professor de literatura portuguesa, era um tipo nitidamente do contra. Ou o João de Brito, que ensinava latim. Esses escolhiam os textos e davam aulas do contra.

Em casa eu não tive ambiente familiar do contra, não havia ninguém que me informasse. O meu pai não ligava nenhuma a isso. Mas eu fui abrindo os olhos, também graças a esses professores que indicavam leituras. Os professores eram muito importantes. Eu, de professores fascistas só tive um, e era um fascista um bocadinho moderado. Ensinava latim mas não sabia latim. E havia os professores padres. Tive um professor que era um espanto, era o Monsenhor Damasceno Fiadeiro, que tinha sido confessor da rainha Dona Amélia, era cónego da Sé, e era um tipo impecável. Não fazia propaganda católica nenhuma. Outro foi o Costa Nunes, que era professor de canto coral. Esse também era um tipo engraçado.

A Mocidade Portuguesa era uma coisa extremamente idiota, era uma imitação, uma coisa inspirada no fascismo italiano. Mas aquilo era muito reduzido. Quem quisesse as benesses que eles davam - cavalos para treinar, passeatas no rio - até podia ser uma coisa boa. Para os outros era uma grande palhaçada. Nós éramos voluntários mas aquilo era obrigatório. Os liceus não eram mistos, como agora. E mais: não se podia chegar a um liceu de raparigas. Depois houve uma fase um bocadinho diferente. O país acordou com o Norton de Matos. Agora há por aí uns gajos que se gabam muito de prisões e torturas. Que as houve, claro. Ai o Pacheco Pereira diz que a Pide não torturava? A ele não!

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01:57 - Santinhas


Hoje é dia de Santa Prudenciana.
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Conta a lenda que passou toda a vida deitada num caixão, alimentando-se apenas de água e mel.
Talvez por isso seja um nome fácil de digerir.
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Ao longo do ano, há ainda dias para outras santas cujos nomes começam por P:
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Santa Perpétua, mártir conhecida por ter dado à luz no cárcere três dias antes de ser lançada, junto com seu bebé, às feras no Circo Romano.
Santa Prisca,
veneranda cristã dos primeiros dias, conhecida por seu pudor e ardorosa defesa do celibato e da castidade.
Santa Pia,
fundadora da Ordem das Irmãs da Caridade do Timor Ocidental, degolada durante uma das muitas guerras fratricidas da região.
Santa Paola de Firenze,
louvada por sua incansável dedicação aos órfãos e desvalidos daquela cidade.

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01:24 - Perder a cabeça


Em 19 de Maio de 1536, Ana Bolena perde a cabeça na Torre de Londres, acusada de bruxaria, incesto e adultério.
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«Uma mulher que é um escândalo para a Cristandade»
disse Catarina de Aragão da sua rival -1531

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Ana Bolena - Retrato póstumo
Autor desconhecido

Anne Boleyn, Raínha de Inglaterra

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Quinta-feira, Maio 18, 2006

21:45 - Post-it

A partir de hoje vai estar aberta ao público uma exposição de trabalhos dos alunos da escola Gaspar Correia. O tema, "Naus e Juncos", baseia-se nos biombos Namban e recorda-nos o percurso da Nau do Trato, o navio português que, no século XVI, fazia a carreira comercial no Oriente.
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Até dia 29 no Museu de Macau, Rua da Junqueira, 30, 1300-343, Lisboa
Excelente catálogo de distribuição gratuita.



O Negócio da China
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De inicio os navios portugueses que iam para o Japão partiam de Malaca, mas quando se organizaram carreiras anuais passaram a sair de Goa (Índia).
A viagem de ida e volta entre Goa e o Japão demorava dois anos.
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A Viagem

Partida de Goa: Abril ou Maio

Escalas: - em Malaca (curta), em Macau (10 a 12 meses).

Partida de Macau: entre Julho e Agosto.

Travessia com monção favorável: 1 mês

Chegada ao Japão: entre Agosto e Setembro.

Estadia no porto de Nagasaqui: 2 meses.

Partida do Japão: Outubro e Novembro.


A Carga

Em todos os portos se fazia negócio. Carregavam -se várias espécies de mercadorias.

Em Goa: tecidos de algodão e chita, tecidos da Índia, vidros, cristais, vinhos portugueses.

Em Malaca: especiarias, madeiras, peles de animais.

Em Macau: sedas, ouro, porcelanas, chá, pérolas.

No Japão: prata, objectos lacados, espadas, cobre.


Os Perigos da Viagem

Nos mares da China os portugueses tinham de enfrentar tufões, tempestades, recifes, bancos de areia,, piratas e corsários.

“... Estando à vista das minas de Conxinacau que estão a quarenta e um graus e dois terços, nos deu um tempo de Sul, a que os Chins chamam tufão, tão forte vento e cerração e chuveiros, que não parecia coisa natural.”
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Fernão Mandes Pinto – Peregrinação.


“...Os meus amigos estão aterrados com tão longa e perigosa viagem.. Os piratas são tão numerosos que é aterrorizador. Estes piratas são extremamente cruéis. Mas eu não tenho o mais pequeno dos medos.”

S. Francisco Xavier . ( Luís M. Bernejo, num artigo sobre S. Francisco Xavier)
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Excerto do texto do catálogo
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Parte dos trabalhos feitos pelos alunos podem ser vistos aqui.

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02:06 -



«A primeira vez que vi uma mulher nua pensei que fosse um erro.»

Woody Allen

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01:46 - Necrologia angolana

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01:40 - A caminho da Índia

Vasco da Gama desembarca em Calecute.
Era dia 18 de Maio de 1498.
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«...a ponta fenícia da nau cravada
no fundo

à conquista daquelas especiarias que eram o sândala, a pimenta
a aventureira nádega.»

Luiza Neto Jorge

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01:06 - Romeu e Julieta


No dia 18 de Maio de 2003, na aldeia Sit Tbow, no Cambodja, um repórter tirou uma fotografia a um rapaz de 3 anos, Oeun Sambat, e a sua inseparável companhia Chamreun (Feliz), uma fêmea piton de quatro metros de comprimento.

O feiticeiro da aldeia dizia que o rapaz devia ter sido filho de um dragão numa das suas vidas anteriores (menosprezando a possibilidade de terem sido Romeu e Julieta). Na aldeia acreditava-se que o rapaz, quando chegasse aos 7 anos, seria um milagroso curandeiro. Entretando, aldeões da região faziam peregrinações acreditando que ele teria poderes sobrenaturais que os poderiam ajudar.

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00:57 - Dia Mundial dos Museus


Museus e os Jovens é o tema de reflexão proposto pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) este ano para a 28ª edição do Dia Internacional de Museus, celebrado no dia 18 de Maio em todo o mundo.
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A noite dos Museus, iniciativa promovida pelo Ministério da Cultura e Comunicação francês e que actualmente se estende aos países europeus. Neste dia, os museus vão abrir as suas portas até por volta da 1h00, oferecendo um conjunto de eventos e de animações que pela sua variedade, originalidade e riqueza irão certamente fazer despertar um outro olhar num público mais vasto. Neste ano a pluralidade de iniciativas para celebrar a Noite dos Museus é muito variada, registando-se um aumento da oferta de actividades que convidam à visita ao museu de forma diferente, acompanhadas de espectáculos, desfiles e conferências. No âmbito desta celebração, a entrada nos Museus do IPM será gratuita nos dias 18, 19 e 20 de Maio e estes oferecerão aos seus visitantes um programa de actividades muito diversificado.
Fonte: Instituto Português dos Museus

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Quarta-feira, Maio 17, 2006

22:13 - Vovózinha


Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem "Despacha-te!". Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morreram mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, principalmente se não tiver televisão.
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A Avó, vista por uma menina de 8 anos
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Enviado por e.mail pela minha Flor de Canela

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03:28 - Compre móveis

Compre móveis Kamasutra e imagine o que pode fazer com eles.
Ou em cima deles.
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Carregar na imagem.
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02:42 - Casamentos odoríferos

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Na Idade Média, a maioria da pessoas casava-se no mês de Junho porque, como tomavam o primeiro banho do ano em Maio, em Junho o cheiro ainda estava mais ou menos suportável. Entretanto, como já começavam a exalar "odores", as noivas tinham o costume de levar ramos de flores junto ao corpo, para disfarçar.

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02:21 - Génios da pintura

Nascimento de Vénus (detalhe)

Sandro Botticelli morreu em Florença em 17 de Maio de 1510.
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Pintor italiano, terá nascido em 1445.. Tem estudos literários e forma-se como discípulo de Fra Filippo Lippi. A partir de 1470 tem a sua própria oficina, começa a trabalhar para os Médicis e recebe numerosas encomendas. Em 1478 já alcança a maturidade que representa um quadro maravilhoso, A Primavera. Em 1480 leva a cabo notáveis pinturas murais na Igreja de Todos os Santos de Florença, sua cidade natal. Uma ano mais tarde está em Roma, onde faz parte da equipa encarregada das composições murais para a Capela Sistina. Em 1482 já está de regresso a Florença, onde tem numerosas encomendas: mártires, crucificados, virgens, a Pietà... Cerca de 1485 pinta as quatro tábuas da História de Nastagio degli Onesti (três delas conservam-se no Museu do Prado de Madrid). Cerca de 1490 começa uma série referente à Divina Comédia de Dante. Os seus últimos anos vêem-se ensombrados pelas dificuldades económicas. Botticelli é o pintor mais notável da segunda metade do século xv. É um homem culto e de temperamento artístico apaixonado. Vive com o coração a aparição do humanismo na corte de Lorenzo de Médicis. No final da sua vida, influenciado pelas prédicas de Savonarola, reformador religioso que propugna a austeridade, deixa de tratar temas mitológicos e profanos e renuncia aos achados da perspectiva, voltando assim a uma pintura medieval (A Natividade Mística). Como Gozzoli e Ghirlandaio, Sandro Botticelli desenvolve uma pintura narrativa. Trata com nova amplitude temas não só profanos, mas inclusive de mitologia pagã. Os seus personagens são sensuais, delicados, melancólicos. Botticelli é um grande pintor da Virgem. Em contraposição às Virgens de Fra Angélico, que expressam a beatitude e a contemplação de Deus, as de Botticelli apresentam um olhar de sonho e uma expressão melancólica, quase triste. É também pintor de Epifanias. No domínio do profano tem obras de inspiração literária, como as cenas da Historia de Nastagio degli Onesti, do Decameron. Entre as obras de temas pagãos, a mais notória é O Nascimento de Vénus. Uma Vénus carregada de simbolismo, pois no ambiente neoplatónico dos Médicis, ao qual Botticelli pertence, Vénus representa o humanismo, a harmonia, a beleza ideal. A Primavera é uma composição alegórica povoada por figuras principalmente femininas: Vénus, Flora, Natura, Primavera, as Graças, Cupido, Céfiro... Os nus de mulher são belíssimos. Os corpos, cobertos por véus transparentes, estão enfeitados por cabeleiras doiradas. Cabe também citar A Calúnia e Vénus e Marte.

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01:58 - Post-it



Desde hoje e até ao próximo dia 28 de Maio realizar-se-à a 59ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes, em que Pedro Almodôvar é um dos favoritos à Palma de Ouro com o filme "Volver".
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Website oficial do festival

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Terça-feira, Maio 16, 2006

02:10 - Azelha!!!

Tenta estacionar o carro.
Parece fácil, não é? Eu demorei uma data de minutos.
Mas eu sou mesmo um nabiço? E tu?
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A pedido de várias famílias brasileiras, anexa-se léxico luso::
Azelha = atrapalhado, sem aptidão, sem habilidade
Data de minutos = muitos minutos, demasiado tempo
Nabiço (+ ou -) = Azelha

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01:27 - Conta-me um conto!

No dia 16 de Maio de 1703 morre Charles Perrault, o autor do Capuchinho Vermelho, O Gato das Botas, O Pequeno Polegar, A Gata Borralheira, A Bela Adormecida, O Barba Azul e tantos outros que todos conhecemos.



Há um ano, o Blog da Sabedoria homenageava assim este grande homem da literatura universal.

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01:07 - O Século Prodigioso


Publicam-se hoje, no Século Prodigioso, obras do ilustrador norte-americano Marc Burckhardt.

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Segunda-feira, Maio 15, 2006

21:39 - O poder da Terra Mãe


Uma espessa coluna de fumo envolve a cratera do vulcão Merapi, enquanto línguas de lava deslizam pelas suas ladeiras; uma fotografia tirada da povoação de Tugularum, em Yogyakarta. A Indonésia decretou o estado máximo de alerta e fez a evacuação obrigatória de milhares de residentes nas povoações situadas nas encostas do vulcão.

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01:36 - O Maravilhoso Mundo de Oz

Lyman Frank Baum, o criador de "O Feiticeiro de Oz", um dos mais populares livros jamais escritos na literatura infantil, nasceu em 15 de Maio de 1856.
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Em 1901, Baum e o ilustrador Denslow (com o qual compartilhava o copyright das obras infantis) publicaram "O Maravilhoso Feiticeiro de Oz". O livro foi "best-seller" dois anos seguidos. Dado o sucesso, Baum escreveu mais 13 livros baseados nos lugares e no povo da terra de Oz. Dois anos depois da publicação, o livro foi adaptado a peça musical, ficando em cena durante 10 anos na Broadway. Em 1939, o realizador americano Victor Fleming adaptou o musical ao cinema, protagonizado por Judy Garland, uma maravilhosa obra-prima que tem encantado gerações de crianças.
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O Feiriceiro de Oz - Uma "extravaganza musical"
Cartaz de 1903

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01:23 - O beijo



- Um beijo apaixonado movimenta 29 músculos do rosto.

- Passam de uma boca para outra pelo menos 250 bactérias.

- Faz-se a troca de 9 miligramas de água, 18 miligramas de substâncias orgânicas,
7 decigramas de albumina, 711 miligramas de materiais gordurosos
e 45 miligramas de sais minerais.

- Acelera os batimentos cardíacos dos normais 70 por minuto para 150,
o que significa que pode encurtar a vida de uma pessoa em 3 minutos.

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00:55 - O General Sem Medo

Humberto Delgado, militar e oposicionista político do Estado Novo, nasceu há 100 anos.



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O General Sem Medo
Mário Soares
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Quando o general Humberto Delgado, já candidato independente, regressou da sua primeira viagem triunfal ao Porto e era esperado, nas ruas de Lisboa, por uma multidão avaliada em mais de trezentas mil pessoas, que se manifestava em seu favor, estava ainda em distribuição, clandestinamente, o número do jornal comunista «Avante» que o tratava de «general coca-cola» e de «fascista»!

Nessa altura, quase ninguém conhecia ainda o homem que acabara de se projectar, como um fenómeno avassalador, na vida nacional. Para o grande número, Humberto Delgado era apenas um general português do activo, vindo de facto do fascismo, mas que tivera a coragem rara de se manifestar contra o regime, aceitando uma candidatura de Oposição — a que chamava independente — e que a respeito do ditador Salazar dissera, na sua primeira conferência de imprensa (realizada no antigo café Chave de Ouro): «se for eleito, demito-o, obviamente!»

Mário Soares, Portugal Amordaçado, Paris, Maio de 1972
Fonte - Fundação Mário Soares

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00:23 - Santoral


Capa de "A Vida de Santo Indalecio", Ed. 1735

Hoje é dia de Santo Indalécio, patrono da diocese e cidade de Almeria, Espanha.
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Indalécio é um nome de origem vasca que significa "força". A pessoa baptizada com esse nome possui uma mente expansiva. A sua excentricidade e impulsividade ocasionam mudanças de humor inesperadas mas graças ao seu pragmatismo rapidamente adquire tranquilidade e repouso. Consegue benefícios económicos avultados por saber aproveitar as oportunidades que se lhe apresentam.

Santo Indalécio partilha o seu dia com os Santos Isidro Lavrador (patrono dos lavradores), Tesifonte, Ceilio, Esíquio, Torquato, Eufrásio, Segundo, Simplício, Pedro de Lampacus, Silvano e com as Santas Cássia, Dionísia e Dymphna (patrona dos dementes).

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Domingo, Maio 14, 2006

01:43 - Um poema de amor para domingo

A SERENATA

Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mãos incríveis
tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobo
o que não for natal como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
- só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?

Adélia Prado
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:
:::::::Adélia Luzia Prado de Freitas, escritora brasileira. Sua poesia de estilo original foi publicada em diversas línguas. "Achei engraçado quando o poeta tropeçou na pedra, / eu tropeço na lei de jugo suave: amai-vos.", diz Adélia Prado no poema "O servo" (1981), citando o poeta Carlos Drummond de Andrade, um dos primeiros a incentivar e tornar conhecida sua pessoalíssima poesia, hoje traduzida e publicada em várias línguas. Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em 1936 em Divinópolis MG, onde cresceu e se educou. Formou-se em filosofia e trabalhou como professora. Em 1971 publicou, com Lázaro Barreto, o livro de poemas A lapinha de Jesus, mas somente cinco anos depois fez sua estréia individual, com Bagagem (1976), que revelou uma artista de extrema originalidade e lirismo. Outro livro de poemas, O coração disparado, de 1978, trouxe a consagração definitiva da escritora e lhe valeu o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, de São Paulo. Depois de publicar dois livros de prosa -- Solte os cachorros (1979), de contos, e o romance Cacos para um vitral (1980) -- voltou a impressionar seus leitores com Terra de Santa Cruz (1981), reunião de poemas escritos em linguagem coloquial, inovadora e estranhamente imbuída de religiosidade e erotismo. Na década de 1980, a atriz Fernanda Montenegro apresentou em várias cidades brasileiras o espetáculo Dona Doida, dramatização dos poemas desse livro, entre outros, e contribuiu para popularizar a obra da poetisa mineira, que pouco alterou sua rotina de esposa, dona de casa, mãe e avó em função do sucesso de sua literatura. Em 1984 publicou Os componentes da banda, de poemas. A obra de Adélia Prado inclui ainda trabalhos dispersos em jornais, revistas e antologias literárias. (...) continua

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01:18 - Grandes pintores

Mrs Sarah Siddons
Óleo sobre tela - 1785
126 x 99.5 cm
National Gallery, Londres

Thomas Gainsborough, pintor inglês, nasce em Sudbury, Suffolk, no dia 14 de Maio de 1727.
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Após fazer a sua aprendizagem com H. F. Gravelot, inicia a carreira de pintor na sua cidade natal para se mudar mais tarde para Ipswich e Bath. No ano de 1744 instala-se em Londres, onde chega a ser o pintor favorito da família real inglesa, da aristocracia e dos burgueses ricos. Nos seus quadros, de rico colorido, combina-se a influência da pintura holandesa, especialmente de Van Dyck, com a de Watteau. É, em 1768, um dos fundadores da Royal Academy. Entre as suas obras mais destacadas há que citar diversas pinturas sobre tela, como O Pastorinho, Lenhador Surpreendido pela Tempestade, Batalha de Rapazes e Porcos, Carroça do Mercado, A Ponte. Faz também excelentes retratos, entre os quais sobressaem os da Menina Elizabeth Singleton, a Senhora Siddons (na imagem) e a Senhora Graham. :

Galeria de obras de Thomas Gainsborough

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00:33 - Maio-68

«Sede realistas, pedi o impossível»

Slogan de Maio-68



A Sorbonne em Maio de 1968
Foto de Henri Podworny

14 de Maio de 1968

Ocupação da Sorbonne em Paris e início de uma série de greves e ocupações por toda a França,
provocando a crise do governo e pondo em questão toda a sociedade.
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A Imaginação ao Poder - 4 cartazes e 10 slogans

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Sábado, Maio 13, 2006

02:05 - Patriotismo


«Estou contente que o Charles não venha tantas vezes ao meu quarto como antigamente. Agora só tenho de suportar duas visitas por semana e quando ouço os seus passos deito-me na cama, fecho os olhos, abro as pernas e penso na Inglaterra.»
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in "Diário" de Alice Marian Mills (née Harbord-Hamond), Lady Hillingdon (1857-1940)

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01:45 - A Lei Áurea



Ilustração comemorativa à Lei Áurea
(documento pertencente ao Museu Histórico
e Pedagógico D. Pedro I e Dona Leopoldina)


Em 13 de Maio de 1888 a Princesa Isabel assina a lei que extingue a escravidão no Brasil.
Essa lei é conhecida como a Lei Áurea. Segue o texto da lei:
:
Lei nº 3.353, de 13 de Maio de 1888.
:
DECLARA EXTINTA A ESCRAVIDÃO NO BRASIL

:

A PRINCESA IMPERIAL Regente em Nome de Sua Majestade o Imperador o Senhor D. Pedro II, Faz saber a todos os súditos do IMPÉRIO que a Assembleia Geral Decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:
:
Art. 1º - É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil.
:
Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário.
:
Manda portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.
:
O Secretário de Estado dos Negócios d'Agricultura, Comércio e Obras Públicas e Interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.
:
Dado no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de Maio de 1888 - 67º da Independência e do Império.
:
Carta de Lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembleia Geral, que Houve por bem sancionar declarando extinta a escravidão no Brasil, como nela se declara.
:
Para Vossa Alteza Imperial ver.
:
:
Sobre as repercussões desta Lei, é interessante ler o artigo de Roberson de Oliveira,
publicado na Folha de S.Paulo de 15 de Maio de 2003 e que se publica aqui.

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01:29 - O protesto


Uma activista da Greenpeace mostra a Toni Blair e outros mandatários um cartaz de protesto contra a contaminação no momento da "foto de família" de um graupo de chefes de estado da União Europeia e da América Latina em Viena, Áustria.

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00:47 - Um bom disco para sábado

Fresquinho nas discotecas.
Irresistível, o último álbum do grupo do Arizona.
:
Calexico- Web site oficial

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00:23 - O Século Prodigioso


Publicam-se hoje, no Século Prodigioso, obras do pintor social-realista Ben Shahn.

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Sexta-feira, Maio 12, 2006

02:06 - Labirinto

Tentem fazer sair o carro.
Não é fácil mas consegue-se. Eu já saí.
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:
::
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Encontrado no Pleopleware há muito tempo.
Obrigado Vitor.

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01:31 - O pai da quimica moderna

No dia 12 de Maio de 1803 nasce Justus von Liebig.
Foi um dos descobridores do clorofórmio.
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Laboratório de Von Liebig
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Os três primeiros produtos químicos usados como anestésicos, pelos dentistas e médicos, foram o óxido nitroso, também chamado de gás hilariante, o éter, que inicialmente recebeu o nome de vitriolo doce e o clorofórmio.

A descoberta do clorofórmio, em 1831, foi realizada praticamente, ao mesmo tempo, por três cientistas: o americano Samuel Guthrie, o francês Eugene Soubeiran e o alemão Justus Von Liebig, mas o nome clorofórmio foi dado pelo químico francês Jean Baptiste André Dumas, em 1835.

A descoberta do clorofórmio causou uma verdadeira revolução, com benefícios extraordinários, nas cirurgias médicas e dentárias.

Contudo, pela sua propriedade característica de causar efeitos coronários nocivos, foi pouco a pouco abandonado pelos médicos, substituindo-o por outros analgésicos mais eficazes. Pode ser fatal se for aspirado ou inalado. Causa irritação à pele, olhos e aparelho respiratório. Afecta o sistema nervoso central, rins, sistema cardiovascular e fígado. Pode causar cancro dependendo do nível e duração de exposição. Pode ser fatal se for aspirado ou inalado. Hoje, o clorofórmio é usado como solvente e matéria-prima para a produção de outros compostos.

Justus von Liebig não ficou para a História apenas porque descobriu o clorofórmio. Foi, acima de tudo, um grandioso cientista e um dos maiores professores de química em todos os tempos. O seu legado foi um dos maiores do século XIX, perdurando até os dias actuais. As suas experiências possibilitaram a criação de fertilizantes químicos, sabão, explosivos e alimentos desidratados. A sua contribuição para a humanidade foi extraordinária, além de inúmeras fórmulas e processos para a química orgânica. Liebig criou o conceito do laboratório de química.

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01:05 - Águas Livres

Há um ano, o Blog da Sabedoria lembrava a efeméride da publicação do Alvará de D. João V
que determinava a construção do Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa.




Litografia, sem data, de Tomás da Anunciação
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O humanista Francisco d’Holanda na sua obra «Da fábrica que falece à cidade de Lisboa» em 1571 expunha ao Rei a triste situação de Lisboa «onde todos bebem água, não tem mais de um estreito chafariz para tanta gente e outro para os cavalos (…) e deve de trazer a Lisboa Água Livre que de duas léguas dela trouxeram os Romanos a ela, por condutas debaixo da terra subterrâneos furando muitos montes e com muito gasto e trabalho», e propõe o aproveitamento das fontes para o abastecimento de água ao Bairro Alto e ao Rossio.

Contudo este sonho de Francisco d’Holanda só começa a tornar-se palpável quando em 12 de Maio de 1731 D. João V assina o alvará que manda dar início à construção do Aqueduto das Águas Livres considerando que os fundos recolhidos pelo Imposto O Real de Água já permitiam o adiantamento dos trabalhos.
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O próprio Manuel da Maia, na dedicatória do seu trabalho, explicita claramente a El-Rei D. João V que supunha que o seu trabalho seria o de direccionar as «Águas chamadas Livres, para serem conduzidas ao Bairro Alto».
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As polémicas sobre a construção do Aqueduto das Águas Livres envolve engenheiros de várias nacionalidades, mas a construção avançou e resistiu sem fissuras ao Terramoto de 1755 apesar da arcaria passar sobre uma falha sísmica.
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O aqueduto das Águas Livres, obra monumental de D. João V, resistiu como edifício e forneceu água a várias fontes; contudo só resolveu parcialmente o problema, especialmente quando os particulares – gentes ligadas à nobreza e à Igreja – começam a ter os seus próprios ramais privados.
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A construção do aqueduto foi considerada pela população de Lisboa como um glorioso feito do povo, porque foi o próprio povo que pagou a obra. Conta
José Hermano Saraiva (na sua "História Concisa de Portugal") que no Arco da Rua das Amoreiras, concluído em 1748, foi colocada uma inscrição na qual se lia, em latim:

"No ano de 1748, reinando o piedoso, feliz e magnânimo Rei João V, o Senado e povo de Lisboa, à custa do mesmo povo e com grande satisfação dele, introduziu na cidade as Águas Livres desejadas por espaço de dois séculos, e isto por meio de aturado trabalho de vinte anos a arrasar e perfurar outeiros na extensão de nove mil passos."
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Esta inscrição actualmente já não existe porque, anos mais tarde, o Marquês de Pombal mandou apagá-la e substituí-la por outra em que não se dissesse que tinha sido o povo a pagar a obra. A nova inscrição diz que:
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"Regulando D. João V, o melhor dos reis, o bem público de Portugal, foram introduzidas na cidade, por aquedutos solidíssimos que hão-de durar eternamente, e que formam um giro de nove mil passos, águas salubérrimas, fazendo-se esta obra com tolerável despesa pública e sincero aplauso de todos."
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Apesar de todas as polémicas à volta da obra, em 1748 as águas corriam já no novo aqueduto. No entanto, só em 1799, ou seja 67 anos depois do início da construção, é que a obra foi considerada totalmente acabada.
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Alçado do Chafariz da Esperança (em cima) e do Chafariz do Rato (em baixo).
Desenhos aguarelados de Carlos Mardel, 1752.

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O objectivo principal do aqueduto era abastecer os chafarizes que, entretanto, tinham sido construídos de propósito um pouco por toda a cidade. Eram eles o Chafariz das Amoreiras, o de Entrecampos, Janelas Verdes, Estrela, Rato, Carmo, Esperança, Cais do Tojo, Flores e muitos outros. Alguns destes chafarizes também tinham tanques para a lavagem de roupa.
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Várias fontes

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00:39 - Beleza


Aqui
publica-se uma galeria de belas fotografias e uma definição de beleza.
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Uma cortesia da Tia Maria

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Quinta-feira, Maio 11, 2006

21:49 - Espelho meu...



Uma equipe de cientistas diz ter criado um espelho "inteligente", capaz de prever como será a aparência das pessoas no futuro. Segundo especialistas da Universidade da Califórnia, o objecto mostra como ficará o rosto de uma pessoa caso ela se alimente de maneira errada, tome sol em excesso, fume ou consuma drogas.
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Conhecido como "Espelho Persuasivo", o dispositivo, de cerca de US$ 20 mil, é resultado de experiências para melhorar a qualidade de vida. Será testado em adolescentes obesos da Universidade da Califórnia, que poderão ver como serão no futuro, caso mantenham os seus pouco saudáveis hábitos alimentares.

Fonte

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02:49 -


Eu conheço duas canções. Uma é "Yankee Doodle" e a outra não é.
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Ulysses S. Grant (1822 – 1885) - 18º Presidente dos EUA (1869–1877)

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01:29 - Constantinopla


Bizâncio é rebaptizada com o nome de Constantinopla, substituindo Roma como capital do Império. Foi no dia 11 de Maio do ano de 330.
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O Império tinha-se tornado ingovernável e resistia mal à pressão dos Bárbaros. Constantino procura um local propício para uma nova capital, mais próxima das fronteiras ameaçadas. Escolhe a cidade grega de Bizâncio, entre a Europa e a Ásia, e dá-lhe o seu próprio nome, Constantinopolis ou Constantinopla. A escolha do local foi cuidadosa. Tratava-se de um promontório à entrada do Bósforo. Este canal liga o Mar Negro, a leste, com o Mar de Mármara, a oeste. O domínio deste mar permitiria barrar a entrada proveniente do Mar Egeu ou do Mar Mediterrâneo. Constantinopla domina o Mar de Mármara, o Estreito de Bósforo e um estuário estreito o qual, pela sua antiga beleza, ficou conhecido como o Corno de Ouro. O perímetro da futura cidade foi, no princípio, limitado por um sulco marcado com uma charrua. A seguir, dezenas de milhares de trabalhadores elevam as suas muralhas. A sua inauguração solene faz-se com um ritual pagão de sacrifício à deusa da Fortuna. Contudo, o cristianismo tinha-se generalizado no Império e na nova cidade de Constantinopla não foi construído qualquer templo considerado pagão.

A mistura harmoniosa das culturas helénica e latina permitiu que a cidade se desenvolvesse muito rapidamente, ultrapassando Roma. Dois séculos mais tarde, a sua população rondava um milhão de habitantes. A Basílica de Santa Sofia foi construída sob o reinado de Justiniano.

Conquistada pelos turcos mil anos mais tarde, Constanpinopla mudará, de novo, de nome. Passará a chamar-se Istambul (ou Istamboul). O nome vem, provavelmente, da deformação fonética da expressão "Is Polis" que os gregos empregavam para dizer: "vou à cidade".

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00:54 - Retrato com mais de 150 anos


Este daguerreótipo de Charles Dickens é vendido por cerca de 40.0000 libras num leilão da Christie's, em Londres, no dia 11 de Maio de 2001. Tem as dimensões de 8 x 10 cm. Julga-se que o retrato, descoberto pouco antes, é uma obra dos fotógrafos americanos John Jabez e Edwin Mayall, tirado por volta de 1850 quando o escritor inglês escreveu os clássicos Tempos Difíceis, Um Conto de Duas Cidades e A Casa Abandonada.

Charles Dickens na Wikipédia

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00:38 - Génio da pintura


Salvador Dali (1904-1989)
Fotografia de Philippe Halsman em 1944



Salvador Dali nasceu há 102 anos.


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Quarta-feira, Maio 10, 2006

02:40 - Meu Brasil Brasileiro

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01:57 - O polvo

O polvo fêmea só desova uma vez na vida. Durante uns trinta dias, protege e cuida continuamente os ovos. Só raramente os deixa para se alimentar e no fim de os "chocar", deixa de se alimentar para sempre. A mãe morre uns dez dias depois dos polvos-filhos nascerem.
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O polvo é como o choco e como a lula, um molusco cefalópode, que se encontra abundantemente nas águas das nossas costas. O polvo grande é perigoso de apanhar porque, com os grandes tentáculos munidos de ventosas, pode prender fortemente o braço de quem tente apanhá-lo. Dizem, porém, que invertendo-lhe o capelo morre quase instantaneamente. O polvo apresenta oito braços com ventosas. Pode assumir diversas colorações, mimetizando-se no meio ambiente. Alimenta-se de moluscos, peixes e crustáceos, sobretudo lagostas e caranguejos.
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Há, porém, outro tipo de "polvo". É o "cefalópode" que se esconde atrás da respeitabilidade para desenvolver as suas actividades pérfidas e inconfessáveis. Este polvo veste fato (ou vestido..) de cerimónia, fala suavemente e gosta de ostentar um sorriso de simpatia fingida. Tal como o seu parente marítimo, o "polvo" de que falamos é tentacular e gosta de atacar à traição os "peixes" mais fracos tentando esmagá-los com os seus braços de "titânio"; mestre do disfarce e da camuflagem, movimenta-se à vontade nos limbos legais com vista a desenvolver as suas actividades mafiosas.
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Mas mais palavras para quê ? A descrição do polvo do Pde. António Vieira é genial e actual.


Descrição do Polvo
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O polvo com aquele seu capello na cabeça parece um monge, com aqueles seus raios estendidos parece uma estrela; com aqueele não ter osso, nem espinha, parece a mesma brandura, a mesma mansidão. E debaixo desta apparência tão modesta, ou desta hypocrisia tão santa testemunham contestemente os dois grandes doutores da Igreja latina e grega que o dito polvo é o maior traidor do mar. Consiste esta traição do polvo primeiramente em se vestir, ou pintar das mesmas cores de todas aquelas cores a que está pegado. As cores que no camaleão são gala no polvo são malícia: as figuras que em Proteo são fabulas, no polvo são verdade e artifício. Se está nos limos faz-se verde; se está na areia faz-se branco; se está no lodo faz-se pardo; se está em alguma pedra, como mais ordinariamente costuma estar, faz-se da cor da mesma pedra. E daqui que succede? Succede que outro peixe inocecnte da traição vai passando desacautelado, e o salteador que está de emboscada dentro do seu próprio engano, lança-lhe os braços de repente, e fá-lo prizioneiro. Fizera mais Judas? Não fizera mais, porque nem fez tanto. Judas abraçou a christo, mas outros o prenderam; o polvo he o que abraça e mais o que prende. Judas com os braços fez o sinal, e o polvo dos próprios braços fez as cordas. Judas he verdade que foi traidor, mas com lanternas diante; traçou a traição às escuras, mas executou-a muito às claras. O polvo escurecendo-se a si tira a vista aos outros, e a primeira traição e roubo, que faz, he à luz para que não distinga as cores. Vê, peixe aleivoso e vil, qual he a tua maldade, pois Judas em tua comparação já he menos traidor

Pde. Antônio Vieira

Fonte

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01:04 - Eng e Chang Bunker



Cartaz circense dos irmãos Bunker

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O mais famoso par de gêmeos que nasceram ligados foram Eng e Chang Bunker, nascidos no Sião (hoje Tailândia), no dia 10 de Maio de 1811. Após várias tentativas de os tirar da sua terra natal, os gêmeos foram levados para Inglaterra e exibidos como atracção de circo, fazendo espectáculos ao redor do mundo, expostos à curiosidade mórbida do público da época. Estabeleceram-se nos Estados Unidos, onde casaram com duas irmãs, Sallie and Adelaide Yates e viveram até aos 63 anos num rancho em Wilkes County, na Carolina do Norte. Eng teve 12 filhos e Chang, 10. Morreram um após o outro num espaço de poucas horas no dia 17 de Janeiro de 1874.
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Foi devido a estes famosos irmãos que surgiu o termo "irmãos siameses".



Já no final da sua vida, os irmãos Bunker
foram fotografados para um cartaz publicitário
destinado a uma série de espectáculos destinados
a arrecadar fundos perdidos durante a Guerra Civil.
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O nascimento de siameses, conhecido na Medicina como xifopagia, é um fenómeno raro. Ocorre uma vez a cada 200 mil gestações. É causado quando o embrião fertilizado não se separa normalmente, gerando fetos conjuntos. As hipóteses de sobrevivência são pequenas. Apenas 18% dos gêmeos siameses chegam à fase adulta. Cerca de 50% nascem mortos e 35% sobrevivem apenas um dia.

Na Grã-Bretanha, todos os anos celebra-se o nascimento das irmãs Mary e Eliza Chalkhurst, gêmeas siamesas nascidas no século XII, que doaram uma fortuna à Igreja. Na Índia, durante o século XVII, eram queimados, e na Europa, sacrificados ao nascer. Nos últimos 500 anos, foram registados os nascimentos de aproximadamente 600 gêmeos siameses, sendo 70% mulheres. Geralmente, os dois irmãos são completos e unidos por uma zona precisa: o tórax (70%), o osso sacro (18%), a região pélvica (6%) ou a cabeça (2%).

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00:27 -


Em 10 de Maio de 1958, o general Humberto Delgado, numa conferência de imprensa dada em Lisboa, quando questionado sobre a sua atitude para com Oliveira Salazar no caso de vencer as eleições para Presidente da República, dá como resposta a célebre frase:
:
«Obviamente demito-o!»

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Terça-feira, Maio 09, 2006

21:51 - Bonsai centenário


Um bonsai de 350 anos está exposto no Bonsai Mura, em Omiya, cidade a norte de Tóquio, no Japão. Alguns dos bonsais mais antigos e raros podem alcançar preços de milhões de dólares. Omiya é considerado o centro de cultivo de bonsais mais importante do Japão e do mundo.

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19:04 - O Século Prodigioso


Publicam-se hoje, no Século Prodigioso, fotos do artista checoslovaco Josef Koudelka.

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02:00 - Uau!!!



Há 169 octiliões, 518 septiliões, 829 sextiliões, 100 quintiliões e 544 quatriliões
de maneiras para fazer as dez primeiras jogadas de uma partida de xadrez.

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01:15 - Peter Pan


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Peter Pan em 1904
:
James Barrie, o creador de Peter Pan, nasceu em 9 de Maio de 1860, na Escócia. A peça teatral Peter Pan foi encenada pela primeira vez em 1904. Todos os recursos arrecadados com a venda do livro, que descreve as aventuras de um menino que se recusava a crescer, foram destinados ao Hospital Great Ormond para crianças doentes de Londres.

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00:52 - A pílula


Herbert Gold, escritor norte americano, depois do aparecimento da pílula anticonceptiva em 9 de Maio de 1960, e uma vez que, até essa data, a abstinência e a esterilização eram os métodos mais eficazes de controlo do nascimentos, disse:
:
«A pílula chegou ao mercado e mudou os hábitos sexuais e os hábitos imobiliários de milhões de pessoas:
as cadeias de motéis foram criadas para as servir.»

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Segunda-feira, Maio 08, 2006

02:20 - Lendas, patranhas e fábulas

O sinal da nobreza

Chegou-se um pobre ao pé de um indivíduo que parecia asseado, e reparando-lhe para o pescoço, disse:
- Dê-me licença de lhe tirar uma pulga.
O outro consentiu, e assim que viu a pulga, meteu a mão na algibeira e deu um pinto ao pobre em recompensa.
Um outro pobre que observou o acontecido, entendeu para si que se ele dava um pinto a quem lhe tirava uma pulga, o que não daria a quem lhe achasse um piolho.
Aproximou-se também do indivíduo, e disse:
- Dê-me licença, senhor, de lhe tirar um piolho do casaco.
De facto tirou-lhe o piolho, mas o homem não lhe deu nada, e repeliu-o.
- Então o senhor dá um pinto a quem lhe tira uma pulga e escorraça quem lhe cata um piolho?
- É verdade; você fique sabendo que as pulgas são dos cães e os piolhos dos fidalgos.
E foi-se andando como quem estava certo da sua nobreza.

Conta-se no Porto

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02:15 - Síndrome Maio 68


«Participara como polícia de choque em todas as repressões do regime em Maio-68. Ao fim de quatro anos, tiveram de o substituir, por abrir fogo contra um grupo de operários que arrancavam pedras de uma calçada a fim de repararem as canalizações.»
:
Jacques Sternberg in "Contos de Arrepiar"

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01:48 - Na morte do Marquês


Sobre a morte do Marquês de Pombal, o Blog da Sabedoria, em 8 de Maio do ano passado,
publicava aqui um interessante texto de Latino Coelho.

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00:59 - Lavoisier

No dia 8 de Maio de 1794 (19 do Floréal, Ano II), Antoine Laurent Lavoisier foi guilhotinado.

Tinha sido condenado no dia 5 de Maio. Aos pedidos de clemência, o tribunal respondeu:
«A República não precisa de sábios"


Retrato de Antoine-Laurent e Marie-Anne Lavoisier - 1788
Um óleo de Jacques-Louis David
256 x 195 cm
Museu Metropolitano de Arte, Nova Iorque
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Nasceu em Paris a 26 de Agosto de 1743. Foi um químico francês, considerado o criador da química moderna pelos seus estudos sobre oxidação dos corpos, o fenómeno da respiração animal, análises do ar, conservação da massa (Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma), calorimetria, etc. Os trabalhos de Lavoisier, ao final do século XVIII, determinaram o início da Química moderna.

Foi secretário e tesoureiro da comissão nomeada em 1790 para proceder à uniformização dos pesos e medidas em França, que conduziu ao estabelecimento do sistema métrico. Fez parte de diversas comissões estaduais de agricultura, o que o tornou suspeito perante as autoridades durante a Revolução Francesa. Julgado por um tribunal revolucionário foi condenado à morte e guilhotinado em Paris.

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Domingo, Maio 07, 2006

02:44 -

Ainda sem sono? Então... conta carneirinhos!!!
Clica na imagem, liga o som e dorme bem.
Até amanhã.

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01:32 - Um poema de amor para domingo

O MEU CORAÇÃO

Eu perdi o meu coração no empoeirado caminho deste mundo;
Mas tu o tomaste nas tuas mãos.
Eu buscava alegria e apenas colhi tristezas;
Mas a tristeza que me enviaste tornou-se alegria na minha vida.
Os meus desejos espalharam-se em mil pedaços;
Mas tu os recolheste e os reuniste no teu amor.
E enquanto eu vagueava de porta em porta,
Cada passo meu estava conduzindo-me ao teu portal.

Rabindranath Tagore in "Travessia - 49"
:
:


::::::Rabindranath Tagore, poeta, contista, dramaturgo e crítico de arte hindu, nasceu em Calcutá no dia 7 de Maio de 1861. Ele foi o maior poeta moderno da Índia e o génio mais criativo da renascença indiana. Além de poesia, Tagore escreveu canções (letras e melodias), contos, novelas, peças de teatro (em prosa e verso), ensaios sobre diversos temas incluindo críticas literárias, textos polémicos, narrativas de viagens, memórias e histórias infantis: O Jardineiro, O Carteiro do Rei, e Pássaros Perdidos. Grande parte de sua obra está escrita em Bengali. Gitanjali (1912), uma tradução e interpretação de uma obra poética em Bengali do original de 1910 fez com que Tagore ganhasse o Prêmio Nobel de Literatura em 1913. O seu pensamento abriu novos caminhos para a interpretação do misticismo, procurando actualizar as antigas doutrinas religiosas indianas. Colaborou em revistas americanas, tendo obras publicadas em várias línguas. Morreu em 7 de agosto de 1941 na casa onde nasceu, em Calcutá.

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00:56 - No data do nascimento de um escritor

Há um ano, o Blog da Sabedoria prestava homenagem ao escritor Fialho de Almeida:



Fialho de Almeida, de nome completo José Valentim Fialho de Almeida, nasceu em Vila de Frades, concelho da Vidigueira, Baixo Alentejo, em 7 de Maio 1857, tendo falecido em 1911.
:

Fialho de Almeida era médico. No entanto, nunca exerceu esta profissão, tendo-se dedicado à literatura. É considerado um artista com uma natureza profundamente anárquica, tendo colaborado com vários jornais e revistas de Portugal e do Brasil. Foi sobretudo um contista, tendo-se também dedicado à crítica de arte e de costumes. Além de inúmeros artigos dispersos em publicações como Novidades, O Repórter, Pontos nos II, Correio da Manhã, etc., Fialho de Almeida publicou: Contos, 1881, Os Gatos – 6 volumes , 1894, A Cidade do Vício, 1882, Pasquinadas, 1890, Vida Irónica, 1892, O País das Uvas, 1893 e Livro Proibido, 1904.
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Fialho de Almeida visto por Vasco

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Consta que Fialho apreciava os prazeres da mesa e era um soberbo cozinheiro. Nuno Rebocho, in O Arquivo de Renato Suttana conta-nos como saboreou um requinte à Fialho:

CODORNIZES À FIALHO DE ALMEIDA, UM REQUINTE
:
Tempos houve em que os literatos se faziam honras de cozinheiros. Dos melhores. Tão excelentes nas lides das letras como nas da gamela. O bom do Fialho de Almeida, se louvava o país das uvas, tinha também artes de culinária que ainda hoje deslumbram tanto como o esplendor da prosa. Disso tive prova em Alvito, em casa de amigos, onde arribei para janta. Reservaram-me um pitéu: codornizes à Fialho de Almeida. Banzaram-me!
:
Eu digo-vos. Ficaram as avezitas a marinar de um dia para o outro, em marinada heróica: em vinho, alecrim e rosmaninho, azeitona descaroçada. Mas antes de banharem nesta calda, os bichos tiveram trato. Bem esfregadas de alho, sal e pimenta e um tudo muito nada de canela (sem abuso, apenas para lhe dar o cheiro). Chegado o momento de ir à frigideira de barro, as codornizes foram retiradas da marinada, enxugadas num pano, que deveriam seguir secas à vida. Que essa era a regra antes do assalto final: na frigideira, aqueceram um palmo de azeite, a que lhe acrescentaram uma colher de banha e aí aloiraram alho, para mitigarem a gorduranca com uma colher de sopa de vinho do porto. E foi neste requinte que as codornizes fritaram!

Retiradas para a travessa as codornizes, aproveitaram os despojos da fritada para cozerem a marinada na frigideira: o molho com o qual as codornizes foram regadas. Divino! O senhor Fialho de Almeida tinha arte. Se duvidam, ensaiem. Em verdade vos digo que não sei o que mais adorar: se a truculência azorragante de “Os Gatos”, se a excelência do manjar. E fiquei grato a esses amigos de Alvito.

Fialho de Almeida - Vida e Obra

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Sábado, Maio 06, 2006

03:37 - Parabéns Buda!

:
Em Seul, Coreia do Sul, um menino noviço boceja durante as orações numa
cerimónia religiosa para celebrar o 2.550 aniversário do nascimento de Buda.

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03:03 - Uma bela canção para sábado

Gaivota
Alain Oulman / Alexandre O'Neill


Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
:
:

:::: Amália Rodrigues - Com que Voz - 1970

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02:10 - O Euro-Túnel

Durante a cerimónia presidida pela raínha Isabel II de Inglaterra e o presidente francês Francois Mitterand, um túnel ferroviário sob o Canal da Mancha, fazendo pela primeira vez desde a Idade do Gelo, a ligação da Grã Bretanha ao continente europeu, foi oficialmente inaugurado. O canal-túnel, ou "Chunnel" ou "Euro-Túnel", como também é conhecido, liga Folkestone, na Inglaterra com Calais, na França, numa distância de cerca de 40 quilómetros.
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O engenheiro de Napoleão, Albert Mathieu, já tinha planeado o primeiro túnel sob o Canal da Mancha em 1802, concebendo uma passagem submarina com chaminés de ventilação que saíam acima do nível do mar. Em 1880, o primeira real tentativa foi feita pelo Coronel Beaumont, que fez um furo subterrâneo de 2000 metros antes de abandonar o projecto. Outros esforços foram feitos durante o século XX, mas nenhum à escala do que foi projectado e posto em prática em 1987.

Com um custo de 21 biliões de dólares e mais de setecentas toneladas de terra removidas, a passagem é constituída por dois túneis ferroviários, um em cada sentido, e um túnel de serviço entre eles. No dia 1 de Dezembro de 1990, os trabalhadores que vinham escavando desde França e Inglaterra encontraram-se e apertaram as mãos sob o Canal da Mancha. No dia 6 de Maio de 1994, o "Chunnel" foi oficialmente aberto ao público.

Curiosidades:

Na altura em que o túnel foi construído, era a construção mais cara jamais concebida. Custou 700 vezes mais que a Ponte Golden Gate.

A maquinas escavadoras usadas na abertura do túnel tinham o comprimento de dois campos de futebol e eram capazes de avançar mais de 75 metros por dia.

Quando a escavação começou em 1988, os trabalhadores ingleses e franceses apostaram quem chegaria primeiro a meio do túnel. Ganharam os ingleses.

Nos primeiros cinco anos, as composições transportaram 28 milhões de passageiros e 12 milhões de toneladas de mercadorias através do túnel
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01:11 - A Guerra dos Mundos

Orson Welles, o homem que em 30 de Outubro de 1938, criou o pânico em mais de 1 milhão de pessoas, provocando fugas, abandono de lares e uma enorme agitação pública com um programa de rádio, nasceu em 6 de Maio de 1915.
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Tratava-se de uma adaptação radiofónica, transmitida da "Mercury Theatre on the Air", na véspera do dia do Halloween, do romance clássico "A Guerra dos Mundos" de H. G. Wells. O relato da invasão de marcianos que, hipoteticamente, estava a ocorrer, assustou terrivelmente os ouvintes. Na época, as notícias sobre a situação europeia e uma guerra iminente interrompiam a programação das rádios continuamente, e a incerteza sobre a postura norte-americana deixava apreensivos os ouvintes. Foi nesse contexto que o grupo de teatro Mercury, liderado por Orson Welles, então com 23 anos, entrou no ar. Welles foi notícia em todo o país e, perante pressões e os resultados, declarou que nada havia sido intencional. Em 1955, contudo, numa entrevista para a BBC, assumiria que o programa não foi assim tão inocente. Confessou que pretendia provar que, como alerta, as pessoas não deveriam orientar-se por opiniões pré-formadas, não acreditando em toda a informação que lhes era inoculada, "viesse ela da rádio ou não", na altura o veículo de informação mais popular.
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O dramático relato de Orson Welles, em 1938, é possivelmente a transmissão radiofónica mais conhecida da história da rádio.

O Programa de Orson Welles 1938 .
Audio original do programa de rádio (248Kb)
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Orson Welles foi um génio, um dos maiores cineastas de todos os tempos. Iniciou a sua carreira no teatro, em Nova Iorque, em 1934. A sua estreia no cinema ocorreu em 1941 com «Citizen Kane» (O Mundo a seus Pés), considerado pela crítica como um dos melhores filmes de todos os tempos.

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Sexta-feira, Maio 05, 2006

20:50 - Oh My God III

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Segundo a revista Forbes, Fidel Castro é o 7º mais rico entre Reis, Raínhas e Ditadores de todo o mundo. A sua fortuna pessoal está avaliada em cerca de 900 milhões de dólares, apesar de ele continuar a dizer que é pobre como Job.
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Ler notícia aqui

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02:49 - Oh My God II

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Compramos um Picasso?
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Retrato da amante de Pablo Picasso, Dora Maar, obra de 1941 do pintor espanhol intitulada “Dora Maar com gato”. A casa de leilões Sotheby’s vendeu o quadro por 95 milhões de dólares quando as expectativas mais optimistas não superavam os 40 milhões. É a segunda obra de pintura mais cara da história vendida num leilão.

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02:42 - Oh My God I



A União de Jornalistas Valencianos e a FECO Espanha apresentaram a 1ª Mostra de Humor Gráfico "Liberdade de Expressão" em que participaram desenhadores de mais de 40 países. Na imagem , uma das vinhetas da exposição, com o título "Oh my God". O autor, um caricaturista dinamarquês, Jens Hage.

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02:00 - O Príncipe Perfeito

D. João II, 13º Rei de Portugal, nasceu em Lisboa, a 5 de Maio de 1455. Filho de D. Afonso V, subiu ao trono em 1481.
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Com quarenta anos de idade morre no Alvor. Ficou para a História como o Príncipe Perfeito. O Tirano, como o considerava a nobreza, cujos poderes despóticos esmagou também com despotismo. Ou, mais simplesmente, el hombre, como o designou Isabel, a Católica. Quando lhe trouxeram a notícia da morte de seu primo, terá dito, num misto de tristeza, admiração e alívio: « Morreu o homem!»
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D.JOÃO, O SEGUNDO

Braços cruzados, fita além do mar.
Parece em promontório uma alta serra-
O limite da terra a dominar
O mar que possa haver além da terra.


Seu formidável vulto solitário
Enche de estar presente o mar e o céu
E parece temer o mundo vário
Que ele abra os braços e lhe rasgue o véu.
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Fernando Pessoa in "Mensagem", Brazão V - O Timbre, Uma Asa do Grifo (1928-09-26)

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00:51 - O Século Prodigioso


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Publicam-se hoje, no Século Prodigioso, obras do pintor chinês contemporâneo Hu Yongkai.

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Quinta-feira, Maio 04, 2006

01:31 - O piano



Bartolomeo Cristofori, a quem se atribui a invenção do piano, nasce em 4 de Abril de 1655, em Florença.
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Ele próprio construtor de cravos, em 1709 Cristofori apresenta um cravo com uma sonoridade diferente, com fraco e forte, que consistia na estrutura de um cravo equipada com um novo mecanismo de acção, em que os martelos percutiam as cordas em vez de as puxar. Conseguiu assim resolver, pela primeira vez, o problema mecânico fundamental do cravo: os martelos deviam tocar nas cordas mas retirar-se imediatamente (senão o som seria abafado), sem balançar e possibilitando repetições rápidas de pressão sobre a mesma tecla. Estava assim criado um novo instrumento: o piano.
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Bartolomeo Cristofori di Francesco (1655 - 1731) , fabricante de cravos italiano nascido em Pádua, República de Veneza, conhecido como o inventor do piano. Como um construtor de cravos e que desde criança adorava música, queria descobrir uma forma de conseguir maior dinâmica de sons, visto que o cravo não permitia diferenças de dinâmica (intensidade do som) devido ao seu mecanismo de toque. No final do século XVIII o cravo ainda estava no seu apogeu. Com a possibilidade de se poder tocar em vários registos e com a extensão do teclado até às cinco oitavas, fez-se de tudo para que este instrumento fosse o mais completo possível. Só lhe faltavam as nuances do fraco e forte tocando por exemplo na mesma tecla com mais ou menos intensidade. Mudou-se de Pádua para Florença (1690) a convite do príncipe Ferdinando de'Medici, para trabalhar como músico e fabricante de instrumentos musicais da corte. Assim ele tinha seu primeiro procjeto feito (1698) e apresentou o seu primeiro cravo modificado (1702), e seu primeiro piano nos moldes primitivos dos de hoje (1709). Ele o denominou gravicembalo col piano e forte, traduzindo cravo com piano e forte, passando então a ser chamado de pianoforte por possibilitar a execução de sons pianos (fracos) e sons fortes. Por este motivo na Itália, o piano é chamado pianoforte. Ainda hoje são conhecidos quatro dos seus pianos originais fabricados nos anos seguintes (1710-1711). Mesmo depois da morte de Ferdinando (1713) ele continuou a serviço do Grão Duque, Cosimo III, até sua morte em Florença.

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01:07 - Divas do cinema


Audrey Hepburn, a inesquecível Eliza Doolittle, do filme My Fair Lady de George Cukor (1964), nasceu no dia 4 de Maio de 1929.
Faleceu no dia 20 de Janeiro de 1993, na Suiça, vítima de cancro no cólon. Tinha 64 anos de idade.


Actriz natural da Bélgica, de seu nome verdadeiro Edda Kathleen van Heemstra Hepburn-Ruston, nascida a 4 de Maio de 1929, em Bruxelas, filha de um banqueiro inglês e de uma aristocrata holandesa, e falecida a 20 de Janeiro de 1993, na Suíça, vítima de cancro do cólon. Com apenas cinco anos, foi enviada para um colégio interno inglês. Em 1939, já com os pais separados, mudou-se com a mãe para a Holanda. Nesse mesmo ano, o país foi invadido pelo exército nazi, tendo a família passado enormes privações alimentares. Foi o seu amor pela dança que a levou a suportar os horrores da guerra. Em 1948, ganhou uma bolsa de estudos para estudar ballet em Londres. Paralelamente, tornou-se manequim e a sua beleza guindou-a aos palcos ingleses, onde trabalhou como corista. Estreou-se cinematograficamente, como figurante, em Laughter in Paradise (Uma Bela Piada, 1951). Seguiram-se outas pequenas prestações em The Lavender Hill Mob (Roubei Um Milhão, 1951) e Monte Carlo Baby (1951). Durante as rodagens desta última película, conheceu a escritora Colette que a considerou a mulher ideal para protagonizar a peça que escrevera para a Broadway: Gigi. Hepburn fez enorme sucesso nos palcos e impressionou decisivamente o realizador William Wyler, que procurava uma jovem com ar frágil para interpretar o papel duma princesa europeia que tenta afastar-se da vida palaciana em Roman Holliday (Férias em Roma, 1953). Logo no seu primeiro filme americano, Hepburn arrancou uma enérgica interpretação e, na Noite dos Óscares, surpreendeu tudo e todos, ao suplantar as favoritas Ava Gardner e Deborah Kerr, na conquista do Óscar para Melhor Actriz. Nesse filme, Hepburn vestiu roupa desenhada em exclusivo por Givenchy que seria o seu estilista até à morte. Nos catorze anos seguintes, Hepburn tornou-se numa das actrizes mais requisitadas e bem sucedidas de Hollywood, somando mais quatro nomeações para o Óscar de Melhor Actriz: por Sabrina (1954), The Nun's Story (História duma Freira, 1959), o inesquecível Breakfast at Tiffany's (Boneca de Luxo, 1961) e, finalmente, pelo exigentíssimo papel duma invisual aterrorizada no seu apartamento por um grupo de ladrões em Wait Until Dark (Os Olhos da Noite, 1967). Pelo meio, teve duas inesquecíveis interpretações em dois marcos da história do cinema: o inusitado par romântico que fez com Cary Grant na comédia negra Charade (Charada, 1963) e Eliza Doolitle, uma humilde vendedora de flores transformada numa dama da alta sociedade, em My Fair Lady (Minha Linda Lady, 1964). Entre 1967 e 1976, passou por um período de inactividade devido, a um doloroso divórcio (estivera casada com o actor Mel Ferrer). Nesses nove anos, dedicou-se em exclusivo à educação dos seus dois filhos. Não resistiu ao convite de Richard Lester para personificar uma envelhecida Maid Marian, apaixonada de Robin Hood em Robin and Marian (A Flecha e a Rosa, 1976). Ainda participou em mais dois filmes de qualidade medíocre: o policial Bloodline (Laços de Sangue, 1979), de Terence Young, e They All Laughed (Romance de Nova Iorque, 1981), de Peter Bogdanovich. Em 1987, foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade da UNICEF, tendo lutado pelos direitos das crianças, especialmente as da Etiópia e Somália, países que visitou por diversas vezes. No intervalo da sua actividade humanitária, ainda teve tempo para interpretar a sua derradeira aparição cinematográfica no papel do anjo Hap, em Always (Sempre, 1989), de Steven Spielberg. Recebeu o Prémio Humanitário Jean Hersholt a título póstumo.

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00:43 - Não deixes para amanhã...

Há um ano, o Blog da Sabedoria publicava esta "piada" histórica, relatada por François Cavanna - Jornalista e escritor satírico francês - 1923
:
«Em 4 de Maio de 1821, o ex-Imperador Napoleão Bonaparte, como a água estava muito fria, preferiu adiar para o dia seguinte a sua evasão de Santa-Helena a nado. Só que morreu no dia seguinte.»
:
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Napoleão Bonaparte olhando o mar na Ilha de Santa-Helena
Gravura da época

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Quarta-feira, Maio 03, 2006

18:09 - Invenções úteis (Capítulo 2)


Ampara-Cabeça
Patente EU registada em 1979


Digamos que tem um emprego que exige estar reclinado todo o dia. Digamos que é joalheiro, desenhador ou alguém que tenha que fazer um trabalho de prancheta e de precisão? Este tipo de trabalhos podem provocar esforços no pescoço e costas que tornam o trabalho extremamente desconfortável e com consequências imprevisíveis. Mas como resolver esta pertinente questão?

Muito simples! O "Ampara-Cabeça" está aí! Este maravilhoso aparato agarra-se através de um forte gancho à secretária ou prancheta e é ajustável, através de um braço extensível, à sua testa. Dispõe de uma superfície almofadada que torna o seu uso agradável e repousante. Só tem um inconveniente: por favor, NÃO DURMA!


Máscara Não-Coma
Patente EU registada em 1982

Há sempre motivos para participar em festas. Somos constantemente convidados para repastos ou, em retribuição, somos obrigados a organizar em nossa casa almoços ou jantares onde as iguarias são uma tentação. Comer. comer, comer!!! Uma obrigação que se pode tornar um hábito com as consequências que todos conhecemos. Os empregados de restaurantes, por exemplo, são também alvo preferencial da tentação de comer. Enquanto levam as travessas para os clientes, petiscam disto e daquilo, sem olhar à quantidade e qualidade do que ingerem. O mesmo se passa com os políticos e pessoas de camadas sociais elevadas que, por obrigação têm que frequentar constantemente "cocktails" aonde as vitualhas não são da melhor qualidade. O resultado destes maus hábitos só pode conduzir a um resultado final: a obesidade! Mas... qual a solução para este problema?

Muito simples! Use uma "Máscara Não-Coma", que lhe permite respirar e falar mas impede a passagem de alimentos, estabelecendo uma eficaz barreira entre o desejo e a sua satisfação. Sabemos que, se o seu uso não se tornar um hábito, pode despertar o riso que quem o veja com a "Máscara" colocada. Mas não se importe. Quem o conhece, rapidamente se aperceberá das suas vantagens e, num curto período de tempo, todos os que o rodeiam a passarão a usar. Além disso, o seu uso é confortável e adaptável a qualquer formato de cabeça. Recomenda-se que, para evitar o impulso de abrir a "Máscara", à chegada a uma festa entrege a chave do cadeado ao anfitrião. Ele agradece. Se a festa for em sua casa, deixe as chave ao cuidado da sua sogra. Ela vinga-se.

Luva Mastigadora
Patente EU registada em 1936

Cansado de mastigar? Procura uma alternativa para evitar este cansaço desnecessário e o inconveniente de ter que lavar os dentes e manter as gengivas em bom estado de conservação? Temos a solução.

Muito simples! Compre uma "Luva Mastigadora". Esqueça as escovas, esqueça os elixires! Este aparato, adaptável à mão, tem dentes em borracha extra-dura a que o inventor chamou "projecções piramidais". Estes sucedâneos de dentes, fortemente agarrados a uma luva em PVC maleável, encarregam-se de mastigar todos os alimentos, por mais rijos que sejam. Você só terá que os engolir. Poupará, assim, os seus próprios dentes. O investimento (não muito grande) numa "Luva Mastigadora" será rapidamente recuperado com a poupança nas visitas ao dentista.

Gaiola Anti-Esmagamento
Patente EU registada em 1936


Adultos: grandes e pesados! Bebés: pequenos e frágeis! Como ultrapassar o problema de querer dormir com o seu bebé numa cama larga sem o perigo de o esmagar?

Muito simples! Compre uma "Gaiola Anti-Esmagamento". Trata-se de uma estrutura metálica oval resistente o suficiente para suportar o peso de um ou dois adultos, mantendo o bebé seguro. Contudo, este artefacto não pode ser motivo para excessos de movimentos na cama. O objectivo desta invenção é meramente preventivo e não para que os jogos do amor se tornem fogosos, na certeza de que o seu bebé está a salvo. Seja comedido!
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Outras invenções já publicadas

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02:37 - Um joguinho

O chá das cinco para os ratinhos gulosos?
Ajude os ratinhos a pegar nos cubos de açúcar.
Não é fácil. Com alguma perícia consegue-se passar de nível.
As dificuldades aumentam mas se assim não fosse...
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02:23 - Noiva à vista


Um noivo leva a sua flamante noiva num triciclo nupcial pela rua da cidade chinesa de Luzhou, no sudoeste do país.
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Viva a noiva!

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01:50 - O "Lápis Azul" da Censura


Hoje é Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

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01:38 - Dia Internacional do Sol



Menino do Bairro Negro

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar

Menino sem condição
Irmão de todos os nus
Tira os olhos do chão
Vem ver a luz

Menino do mal trajar
Um novo dia lá vem
Só quem souber cantar
Virá também

Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego

Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar

Se até dá gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti

Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver

Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego

Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção

Zeca Afonso

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01:11 - Feriado polaco

Hoje é o Dia Nacional da Polónia.
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Em 3 de Maio de 1791, o Rei da Polónia, Stanislaw August Poniatowski (1732 - 1798), assina a primeira Constituição liberal escrita da Europa e a segunda no mundo, depois da Constituição dos Estados Unidos da América.

A constituição da Polónia simboliza a renovação espiritual e moral da nação polaca depois de um longo período de caos e desordem. A constituição estabeleceu uma filosofia democrática de humanitarismo e tolerância bem como garantiu a inteira liberdade do povo.

Seguindo o modelo americano, a Constituição Polaca estabeleceu três ramos do governo independentes: executivo, legislativo e judiciário, garantindo a perfeita e inteira liberdade de todos os cidadãos polacos, a prevalência da vontade da maioria, o voto secreto e livre em todas as eleições e a liberdade religiosa para todos os cultos.


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Terça-feira, Maio 02, 2006

21:41 - Um fábula musical

" Pedro e o Lobo" - Conto musical para crianças em que o compositor Sergei Prokofiev dá a conhecer os timbres da orquestra através das personagens intervenientes. Teve a sua estreia a 2 de Maio de 1936. Nesta fábula, cada personagem é representado por um tema tocado por um instrumento diferente. As palavras do narrador são ilustradas pela orquestra.




PEDRO E O LOBO
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Num dia muito frio, o Pedro foi dar um passeio. Um passarinho voava perto dele. Encontraram um pato - "0lá, pato!" - disseram ambos. O pássaro poisou no chão. Um gato saltou sobre o pássaro. "-Cuidado!" - gritou o Pedro. O gato falhou o salto. E o pássaro voou para cima de uma árvore. "Pedro, vai para casa." - disse o avô. "O lobo anda por aí. "-O Pedro ficou triste. De facto, o lobo andava por perto. Ele viu o pato. Então, deu um salto sobre o pato e comeu-o! O Pedro continuava dentro de casa. Mas o que ele queria mesmo era sair. Pôs-se a espreitar por um buraco. O pássaro e o fato sentaram-se no ramo de uma árvore. O Pedro tinha de os ajudar. Pegou então numa corda. Subiu à árvore e ficou perto do gato e do pássaro. "- Voa até ao lobo" - disse o Pedro ao pássaro. "- Irrita-o, mas tem cuidado!" O lobo ficou furioso. Mas não conseguia apanhar o pássaro. O Pedro fez uma grande laçada na corda. Lançou a corda e apanhou a cauda do lobo. Puxou com força. O lobo ficou pendurado pela cauda. O gato e o pássaro estavam salvos. Entretanto, chegaram alguns caçadores que andavam à procura do lobo. Viram o Pedro na árvore e o lobo pendurado. O avô chegou. O Pedro e o avô estavam felizes. "- Avô, apanhei o lobo!" O avô ficou muito orgulhoso. O lobo estava morto e o Pedro era um verdadeiro herói!

Sergei Prokofiev

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Pedro e o Lobo - Sergei Prokofiev

Narração de Eunice Munhoz - Orquestra Filarmonia Portuguesa dirigida por Álvaro Cassuto.

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02:04 - Bons exemplos



«Não sei de nenhum caso de erecção pertinaz, de priapismo, de satiríase e de ninfomania que não seja debelado se se salpicarem com cânfora os orgãos atingidos do mais violento e lúbrico orgasmo. Fundamo-nos em experiências das quais nenhuma desmentiu este princípio. Por isso temos aconselhado aos directores e directoras de colégios que queiram contrariar os hábitos precoces da infância, o uso de uns calções de banho com um bolsinho ao centro cheio de pó de cânfora»
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F. Raspail in "Histoire Naturelle de la Santé et de la Maladie" - 1860

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01:10 -

Morte de Leonardo da Vinci em 2 de Maio de 1519.
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Morte de Leonardo da Vinci
Jean-Auguste-Dominique Ingres - 1818
Óleo sobre tela
Museu do Petit Palais, Paris, França
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«Em seu leito de enfrermo Leonardo agonizava. Vislumbrou o rei que chegava para visitá-lo, já em baixo no pátio, mas ninguém vinha ao seu encontro. (...) Seu discípulo Malzi apressou-se em erguer Leonardo sobre os travasseiros e arrumar em torno dos ombros a fina capa que usava quando Francisco I ia visitá-lo. No delírio, Leonardo supôs que o rei entrava no quarto, se aproximava do leito e o abraçava em lágrimas. (...) Esta lenda foi imortalizada num famoso quadro de Ingres.»
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Bruno Nardini

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01:03 - O Século Prodigioso


Publicam-se hoje, no Século Prodigioso, obras do pintor de pop-art David Hockney.

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Segunda-feira, Maio 01, 2006

00:45 - Operário Cantado


Foto de
Ken Light

O operário
quando o cantam
deixa a máquina
porque o trabalho
cantado
é menor.

Trabalha nas palavras com amor
o operário
poisa na boca um martelo
fica em silêncio ouvindo
como o cantam.

Porém o instrumento
poisado logo
destrói
porque pára o movimento
e o ferro
ao passar de mão a poema
dói.

Fiama Hasse Pais Brandão in "Barcas Novas", Lisboa, Ulisseia, 1966

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00:35 - Calendas romanas



Na entrada das casas romanas existiam retábulos
dedicados aos Lares, divindades protectoras das habitações.

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«As Calendas (1) de Maio são dedicadas aos Lares. As mulheres celebram nessa altura em casa as festas da deusa boa, de que se excluem todos os machos, incluindo os animais; até os retrato são tapados. Os homens, incluindo o pontífice sumo, têm de sair de casa. Honram-se os lares nas encruzilhadas, oferecendo-lhes papoilas. Seguem-se as Lemurales (2), que duram três noites. São invocadas as sombras bem-aventuradas e atiram-se favas uns aos outros - a flor da fava é o símbolo das portas do inferno - repetindo-se nove vezes : - Por estas favas resgato a minha alma.»
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in "Les Illuminés" de Gerard de Nerval - Escritor francês - (1808-1855)
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(1) - Primeiro dia de cada mês no calendário romano
(2) - Festas lúgubres para honrar os mortos

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00:29 - Provérbios de Maio



Calendário de Maio
Livro das Pequenas Horas de de John de Berry
França, Paris Século XIV


Previsão Agrícola:

- Água de Maio, pão para todo o ano.
- A boa cepa, Maio a deita.
- Em Maio, gradai-o.
- Favas, o Maio as dá e o Maio as leva.
- Jeira de Maio vale os bois e o carro e a de Junho vale os bois e o jugo.
- Maio hortelão, muita palha e pouco grão.
- Maio pardo, Junho claro, fazem o lavrador honrado.
- Maio pardo, ano farto.
- Maio pardo faz o pão grado.
- Quando Maio chegar quem não arou tem que arar.

Chuva:

- Chovam trinta maios e não chova em Junho.
- Maio me molha, Maio me enxuga.
- Maio que não der trovoada não dá coisa estimada.
- Quando chove na Ascensão até as pedrinhas dão pão.
- Trvoada de maio depressa passa.

Animais:

- Em Maio deixa a mosca o boi e toma o asno.
- Em Maio, o rafeiro é galgo.
- Enxame de Maio, a quem o pedir dai-o; o de Abril, guarda-o para ti.
- O rocim em Maio se torna cavalo.
- Vacas em maio e mulheres em dia de boda, venha o diabo e escolha.

Bom tempo:

- Maio frio, Junho quente, tornam o lavrador valente.

Fruta:

- Em maio, copme as cerejas ao borralho.

Pesca:

- Peixe de Maio, a quem vo-lo pedir dai-o.
- Quem quiser mal à vizinha dê-lhe em Maio uma sardinha e em Agosto a vindima.
- Raia em Maio, tumba à porta, mas venha a raia, que a tumba não me importa.
- Touro, galgo e barbo, todos tês sazão em Maio.

Vinho:

- Maio couveiro não é vinhateiro.
- Maio frio, Junho quente, bom pão, vinho valente.
- Vinho que nasce em Maio é para o gaio; o que nasce em Abril vai para o funil; o que nasce em Março vai para o regaço.

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00:13 -


Um dia depois do Comando do Exército dos EUA ter anunciado que Abril foi o mês com maior número de mortos norte-americanos no Iraque, milhares de manifestantes juntaram-se em Nova Iorque pata exigir a imediata retirada das tropas.

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